HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Em relação à prova de função pulmonar completa, assinale a alternativa correta:
VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador = Padrão Obstrutivo (DPOC/Asma).
O diagnóstico de obstrução baseia-se na redução da relação VEF1/CVF, enquanto a restrição exige a medida de volumes estáticos (CPT) para confirmação.
A prova de função pulmonar (PFP) é essencial para o manejo de doenças respiratórias crônicas. A espirometria mede fluxos e volumes dinâmicos, sendo o primeiro passo na investigação. A relação VEF1/CVF é o parâmetro mais sensível para detectar obstrução, pois reflete a lentificação do esvaziamento pulmonar. Na asma, a obstrução costuma ser reversível (aumento de VEF1 > 12% e > 200ml pós-BD), enquanto no DPOC a obstrução é persistente. Para uma avaliação completa, a pletismografia corporal é utilizada para medir a Capacidade Pulmonar Total (CPT) e o Volume Residual (VR), permitindo o diagnóstico de doenças restritivas (como fibrose pulmonar) e a quantificação do aprisionamento aéreo. A DLCO complementa o exame avaliando a integridade da unidade alvéolo-capilar, sendo fundamental para o estadiamento e prognóstico de diversas patologias pulmonares.
O padrão obstrutivo é definido pela redução da relação entre o Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) e a Capacidade Vital Forçada (CVF). De acordo com as diretrizes da GOLD (para DPOC) e da SBPT, uma relação VEF1/CVF abaixo de 0,70 (ou abaixo do limite inferior da normalidade ajustado para idade) após o uso de broncodilatador confirma a presença de obstrução fixa ao fluxo aéreo.
Embora uma redução da CVF na espirometria possa sugerir restrição, o diagnóstico definitivo de padrão restritivo só pode ser feito através da medida dos volumes pulmonares estáticos, especificamente a Capacidade Pulmonar Total (CPT). Se a CPT estiver abaixo de 80% do previsto (ou abaixo do limite inferior da normalidade), o padrão restritivo é confirmado. A espirometria isolada não diferencia restrição real de 'pseudo-restrição' por aprisionamento aéreo.
A diminuição da Capacidade de Difusão de Monóxido de Carbono (DLCO) indica um distúrbio na troca gasosa na membrana alvéolo-capilar. Isso pode ocorrer em doenças intersticiais pulmonares, enfisema (onde há perda de área de superfície alveolar) ou doenças vasculares pulmonares (como hipertensão pulmonar). Não é um indicador isolado de obstrução, mas ajuda a diferenciar asma (DLCO normal/alta) de enfisema (DLCO baixa).
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