IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
No diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) em crianças, qual método é considerado fundamental para confirmação da obstrução das vias aéreas?
Obstrução confirmada por VEF1/CVF < limite inferior do normal pós-broncodilatador.
A espirometria é o padrão-ouro para confirmar obstrução brônquica, demonstrando a redução da relação VEF1/CVF, essencial para o diagnóstico de doenças obstrutivas crônicas.
Embora o termo 'DPOC' seja classicamente reservado a adultos tabagistas, o conceito de doença pulmonar obstrutiva crônica na pediatria refere-se a condições que geram limitação persistente ao fluxo aéreo, como a bronquiolite obliterante pós-infecciosa, a displasia broncopulmonar e a fibrose cística. O diagnóstico funcional é imperativo para diferenciar essas condições de quadros puramente restritivos ou de asma não controlada. A espirometria fornece dados objetivos que guiam a terapêutica e monitoram a progressão da doença. A redução do VEF1 é um marcador prognóstico importante. Em pediatria, deve-se sempre utilizar tabelas de referência apropriadas para a idade, altura e etnia, considerando que os valores normais variam significativamente durante o crescimento pulmonar.
A espirometria é o exame funcional que mede volumes e fluxos pulmonares. O principal critério para obstrução é a redução da relação entre o Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) e a Capacidade Vital Forçada (CVF). Se essa relação estiver abaixo do limite inferior da normalidade para a idade, confirma-se a presença de um distúrbio ventilatório obstrutivo.
A espirometria convencional exige cooperação e compreensão de comandos técnicos, sendo geralmente confiável a partir dos 5 ou 6 anos de idade. Para crianças menores, podem ser utilizados outros métodos como a oscilometria de impulso ou técnicas de compressão torácica, embora a espirometria continue sendo o padrão para confirmação diagnóstica formal.
A irreversibilidade ou persistência da obstrução é avaliada através da prova broncodilatadora. Se, após o uso de um beta-2 agonista de curta ação, a relação VEF1/CVF permanecer reduzida, caracteriza-se uma obstrução fixa ou persistente, típica de quadros crônicos como sequelas de bronquiolite obliterante ou fibrose cística.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo