UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
O conhecimento anatômico da pelve é fundamental para o ginecologista. Um dos principais acidentes ósseos é a espinha isquiática, projeção óssea na superfície medial do ísquio, facilmente palpável pela vagina. Pode-se afirmar que a espinha isquiática serve como ponto de:
Espinha isquiática = ponto de fixação do ligamento sacroespinhoso e referência para bloqueio do nervo pudendo.
A espinha isquiática é um marco anatômico crucial na pelve, servindo como ponto de fixação para o ligamento sacroespinhoso e como referência importante para procedimentos como o bloqueio do nervo pudendo em obstetrícia e ginecologia, além de delimitar os forames isquiáticos.
A espinha isquiática é uma proeminência óssea localizada na superfície medial do ísquio, um dos três ossos que formam o quadril. Este acidente ósseo é de grande importância anatômica e clínica, especialmente em ginecologia e obstetrícia, devido à sua localização estratégica na pelve menor. É facilmente palpável durante o exame vaginal, servindo como um ponto de referência fundamental para diversas avaliações e procedimentos. Anatomicamente, a espinha isquiática serve como ponto de fixação para o ligamento sacroespinhoso, que se estende do sacro e cóccix até a espinha. Este ligamento é crucial para a estabilidade da pelve e para a delimitação dos forames isquiáticos maior e menor, por onde passam importantes estruturas neurovasculares, incluindo o nervo pudendo. A compreensão dessas relações é vital para evitar lesões iatrogênicas durante procedimentos pélvicos. Na prática clínica, a espinha isquiática é um marco essencial para a avaliação do progresso do trabalho de parto, através dos planos de Hodge ou DeLee, que medem a descida da cabeça fetal em relação a essa estrutura. Além disso, é o principal ponto de referência para a realização do bloqueio do nervo pudendo, uma técnica anestésica regional utilizada para alívio da dor perineal durante o parto ou para procedimentos ginecológicos menores. O conhecimento detalhado de sua anatomia e relações é, portanto, indispensável para residentes de ginecologia e obstetrícia.
O ligamento sacroespinhoso se estende do sacro e cóccix até a espinha isquiática, contribuindo para a estabilidade da pelve e dividindo o forame isquiático maior do menor, além de ser um ponto de referência para estruturas neurovasculares.
Em obstetrícia, a espinha isquiática é um marco crucial para avaliar a descida da apresentação fetal na pelve (planos de Hodge/DeLee) e para a realização do bloqueio do nervo pudendo, uma técnica anestésica utilizada durante o parto.
Próximo à espinha isquiática estão o nervo pudendo, a artéria e veia pudendas internas, o ligamento sacroespinhoso, o ligamento sacrotuberoso, e os músculos coccígeo e levantador do ânus, que compõem o assoalho pélvico.
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