Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Devemos medir a espessura médio intimal nos pacientes conhecidamente em maior risco de evento cardiovascular e de difícil classificação clínica, sendo INCORRETO apenas em:
Medida da EMI: útil em risco intermediário/alto, NÃO em baixo risco.
A medida da espessura médio-intimal (EMI) é uma ferramenta para refinar a estratificação de risco cardiovascular em pacientes com risco intermediário ou alto, especialmente aqueles com fatores de risco adicionais ou de difícil classificação, mas não é indicada em indivíduos de baixo risco sem anormalidades significativas.
A avaliação do risco cardiovascular é uma etapa fundamental na prática clínica, visando identificar indivíduos com maior probabilidade de desenvolver eventos como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral. A espessura médio-intimal (EMI) da artéria carótida é um marcador de aterosclerose subclínica, que pode ser detectado por ultrassonografia de alta resolução, e tem sido utilizada como ferramenta para refinar a estratificação de risco. A medida da EMI é particularmente útil em pacientes que se enquadram em categorias de risco intermediário ou alto pelos escores tradicionais, ou naqueles com fatores de risco adicionais que dificultam a classificação clínica. Isso inclui pacientes com hipercolesterolemia familiar, portadores de doenças autoimunes ou em uso de medicamentos que induzem elevação do colesterol (como imunossupressores, corticosteroides, antirretrovirais) e indivíduos com história familiar de doença cardiovascular precoce. Nesses grupos, a presença de EMI aumentada pode reclassificar o paciente para uma categoria de risco mais elevada, justificando uma intervenção mais agressiva. No entanto, a medida da EMI não é recomendada para todos os pacientes. Especificamente, em indivíduos com baixo risco cardiovascular, como aqueles com menos de 60 anos e sem anormalidades graves em fatores de risco, a utilidade da EMI é limitada. Nesses casos, a probabilidade de encontrar achados significativos que alterem a conduta é baixa, e o exame não agrega valor preditivo suficiente para justificar sua realização. A indicação deve ser criteriosa e baseada nas diretrizes clínicas.
A EMI é uma medida da espessura das camadas íntima e média da parede arterial, geralmente da carótida. Sua relevância clínica reside em ser um marcador de aterosclerose subclínica e um preditor independente de eventos cardiovasculares futuros.
A medida da EMI é indicada em pacientes com risco cardiovascular intermediário ou alto, hipercolesterolemia familiar, doenças autoimunes, uso de medicamentos que elevam o colesterol e história familiar de doença cardiovascular precoce, para refinar a estratificação de risco.
Em indivíduos de baixo risco, a probabilidade de encontrar aterosclerose subclínica significativa é baixa, e a medida da EMI não adiciona valor preditivo suficiente para justificar o custo e o tempo do exame, não alterando a conduta.
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