UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
A ultrassonografia de uma mulher de 62 anos com quadro de sangramento pós-menopausa evidenciou um mioma subseroso com área de degeneração cística, endométrio de 8mm de espessura, calcificações endometriais lineares e ovários com 3cm³ de volume. O achado mais significativo desse exame para o diagnóstico do sangramento é o de:
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm na USG → investigação de hiperplasia/câncer endometrial.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento, a espessura endometrial é o achado ultrassonográfico mais crítico. Um endométrio com 8mm é significativamente espessado e requer investigação para excluir hiperplasia ou câncer endometrial, que são causas importantes de sangramento nessa faixa etária.
O sangramento pós-menopausa é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre após 12 meses consecutivos de amenorreia em uma mulher na menopausa. É um sintoma que sempre deve ser investigado, pois, embora a maioria das causas seja benigna (como atrofia endometrial), é o principal sinal de alerta para o câncer de endométrio, que afeta principalmente mulheres nessa faixa etária. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de primeira linha para avaliar o sangramento pós-menopausa, focando na espessura endometrial. Um endométrio espessado (geralmente >4-5mm) é o achado mais significativo, pois aumenta o risco de hiperplasia endometrial (com ou sem atipias) ou carcinoma endometrial. Outros achados como miomas ou calcificações podem ser incidentais e menos relevantes para o sangramento. Diante de um endométrio espessado e sangramento pós-menopausa, a conduta é prosseguir com a investigação histopatológica, geralmente por biópsia endometrial ou histeroscopia com biópsia dirigida, para obter um diagnóstico definitivo. O tratamento dependerá do resultado da biópsia, variando de acompanhamento a histerectomia em casos de malignidade.
Em mulheres pós-menopausa que não fazem terapia hormonal, a espessura endometrial normal na ultrassonografia transvaginal é geralmente inferior a 4-5 mm. Valores acima disso são considerados espessados e requerem investigação.
As principais causas incluem atrofia endometrial (mais comum), pólipos endometriais, hiperplasia endometrial, câncer de endométrio (o mais preocupante), atrofia vaginal, miomas e, menos frequentemente, causas cervicais ou sistêmicas.
Após a identificação de um endométrio espessado (geralmente >4-5mm) em uma mulher pós-menopausa com sangramento, a próxima etapa diagnóstica é a biópsia endometrial, que pode ser realizada por histeroscopia com biópsia dirigida ou por curetagem uterina, para descartar hiperplasia ou câncer.
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