UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Qual exame deve ser feito diante de espessamento endometrial em uma mulher menopausada?
Espessamento endometrial + menopausa → Vídeo-histeroscopia com biópsia dirigida para excluir malignidade.
Qualquer espessamento endometrial em mulher menopausada, especialmente se associado a sangramento uterino, requer investigação aprofundada devido ao risco de hiperplasia atípica ou câncer de endométrio. A vídeo-histeroscopia com biópsia dirigida é o método mais preciso para avaliar a cavidade uterina e obter amostras para histopatologia.
O espessamento endometrial em mulheres menopausadas é um achado que sempre demanda atenção e investigação, principalmente devido ao risco de hiperplasia endometrial atípica e carcinoma endometrial. A menopausa é definida como 12 meses consecutivos de amenorreia, e qualquer sangramento uterino após esse período é considerado sangramento uterino pós-menopausa (SUPM), que deve ser investigado para excluir malignidade. A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial para avaliar o endométrio, sendo que um espessamento maior que 4-5 mm em mulheres sem terapia hormonal ou qualquer espessamento em caso de SUPM, requer aprofundamento diagnóstico. A vídeo-histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro para a avaliação do espessamento endometrial. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação de lesões focais (como pólipos ou áreas suspeitas) e a coleta de amostras de tecido para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico preciso. As alternativas, como a biópsia endometrial por aspiração (Pipelle) ou curetagem uterina, podem ser menos precisas para lesões focais. O tratamento dependerá do resultado da biópsia, podendo variar desde acompanhamento em casos de atrofia ou hiperplasia simples sem atipias, até histerectomia para hiperplasia atípica ou carcinoma endometrial. É fundamental que o residente compreenda a importância da investigação completa para garantir o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
Em mulheres menopausadas sem terapia hormonal, um espessamento endometrial maior que 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal é considerado anormal e requer investigação. Se houver sangramento uterino pós-menopausa, qualquer espessamento endometrial deve ser investigado, independentemente da medida.
A vídeo-histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais como pólipos ou áreas de hiperplasia/câncer, e possibilitando a biópsia dirigida dessas áreas. Isso aumenta a acurácia diagnóstica em comparação com a biópsia cega ou curetagem, que podem falhar em amostrar lesões focais.
As principais causas incluem hiperplasia endometrial (simples, complexa, com ou sem atipias), pólipos endometriais, atrofia endometrial (com espessamento irregular), miomas submucosos e, mais preocupante, carcinoma endometrial. A investigação visa diferenciar essas condições, especialmente as malignas.
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