HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
Uma mulher de 78 anos em consulta ginecológica de rotina, sem queixas, apresenta laudo de ultrassom evidenciando endométrio de 17 mm. Nega fazer uso de terapia Hormonal e nega qualquer episódio de sangramento nos últimos anos. Nesse caso a melhor conduta é:
Endométrio > 4-5mm pós-menopausa (assintomática) → Histeroscopia com biópsia para exclusão de malignidade.
Em mulheres pós-menopausa assintomáticas, um espessamento endometrial significativo (> 4-5 mm, dependendo da fonte e uso de TH) requer investigação para excluir hiperplasia ou câncer de endométrio. A histeroscopia com biópsia é o método padrão-ouro para avaliação histopatológica.
O espessamento endometrial em mulheres pós-menopausa é um achado que sempre demanda atenção, mesmo na ausência de sangramento uterino anormal. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de escolha para avaliar a espessura endometrial. Embora o sangramento pós-menopausa seja o sintoma mais comum de câncer de endométrio, cerca de 10-15% dos casos de câncer podem ser assintomáticos ou apresentar-se apenas com espessamento endometrial incidental. Para mulheres pós-menopausa que não fazem uso de terapia hormonal, um endométrio com espessura superior a 4-5 mm é considerado anormal e requer investigação. Nesses casos, a histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de pólipos, hiperplasias ou áreas suspeitas de malignidade, e a coleta de material para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico preciso e evitando a subestimação de lesões focais que poderiam ser perdidas em uma biópsia cega ou curetagem. Para residentes de ginecologia e obstetrícia, é crucial entender que a ausência de sintomas não exclui a necessidade de investigação em casos de espessamento endometrial significativo na pós-menopausa. A conduta proativa com histeroscopia e biópsia é fundamental para o diagnóstico precoce de hiperplasias atípicas ou câncer de endométrio, melhorando o prognóstico das pacientes. A ressonância nuclear magnética, embora útil para estadiamento, não substitui a biópsia para o diagnóstico histopatológico inicial.
Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, um endométrio com espessura maior que 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal é considerado espessado e requer investigação. Em usuárias de TH, o limite pode ser um pouco maior, mas ainda exige atenção.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais e direcionando a biópsia para áreas suspeitas, o que aumenta a acurácia diagnóstica em comparação com a curetagem uterina cega, sendo crucial para descartar malignidade.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial, uso de tamoxifeno, síndrome dos ovários policísticos, nuliparidade e história familiar de câncer de cólon ou endométrio.
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