FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Casal deseja engravidar. Ela com 23 anos, ciclos regulares, ultrassonografia para análise de ovários, útero, cavidade uterina e permeabilidade tubária sem alterações. Ele com 26 anos, tabagista, com espermograma avaliado pela classificação da OMS (2010) apresentando os seguintes resultados: Volume = 1,5 ml, Concentração/ml = 14.000.000/ml ; Motilidade total = 37%; Motilidade progressiva = 24%; Morfologia = 7% de formas normais. Qual alternativa apresenta análise adequada do fator masculino?
Espermograma (OMS 2010): Volume normal, Oligozoospermia (14M/mL), Asthenozoospermia (37% total, 24% progressiva), Morfologia normal (7%).
O espermograma do paciente revela oligozoospermia (concentração < 15 milhões/mL) e astenozoospermia (motilidade total < 40% e progressiva < 32%), enquanto o volume e a morfologia estão dentro dos limites normais da OMS 2010.
A infertilidade afeta cerca de 15% dos casais, e o fator masculino contribui em aproximadamente metade dos casos. A avaliação inicial do homem é feita através do espermograma, que analisa diversos parâmetros do sêmen. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publica diretrizes para a interpretação desses resultados, sendo a edição de 2010 (e posteriores atualizações) a referência mais utilizada. Os principais parâmetros avaliados incluem volume seminal, concentração de espermatozoides, motilidade (total e progressiva) e morfologia. Desvios desses valores podem indicar condições como oligozoospermia (baixa concentração), astenozoospermia (baixa motilidade) ou teratozoospermia (morfologia anormal). É crucial que o espermograma seja realizado após um período de abstinência sexual adequado (2-7 dias) e que, em caso de alterações, seja repetido para confirmação. O diagnóstico preciso das alterações no espermograma é fundamental para guiar a conduta terapêutica, que pode variar desde mudanças no estilo de vida (como cessação do tabagismo, que pode afetar negativamente a qualidade do sêmen) até tratamentos de reprodução assistida. A interpretação correta dos critérios da OMS é essencial para evitar diagnósticos errôneos e garantir o manejo adequado da infertilidade masculina.
Os valores de referência incluem volume ≥ 1.5 mL, concentração ≥ 15 milhões/mL, motilidade total ≥ 40%, motilidade progressiva ≥ 32% e morfologia normal ≥ 4% (critérios estritos de Kruger).
Oligozoospermia é a concentração de espermatozoides abaixo de 15 milhões/mL. Asthenozoospermia é a motilidade total abaixo de 40% ou motilidade progressiva abaixo de 32%.
O tabagismo pode impactar negativamente a fertilidade masculina, reduzindo a concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides, além de aumentar o estresse oxidativo e fragmentação do DNA espermático.
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