PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Com relação às distopias placentárias e às condições do espectro de placenta acreta (EPA), todas as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO:
Rastreio EPA em gestantes de risco (cirurgia uterina prévia + placenta baixa) deve ser precoce, não apenas 34-36 semanas.
O diagnóstico precoce do espectro de placenta acreta é crucial para o planejamento do parto e manejo cirúrgico. A avaliação ultrassonográfica em gestantes de risco deve ser iniciada no segundo trimestre para identificar sinais de acretismo e permitir um acompanhamento adequado.
O espectro de placenta acreta (EPA) é uma condição obstétrica grave caracterizada pela aderência anormal da placenta ao miométrio, com risco significativo de hemorragia periparto e morbimortalidade materna. Seus fatores de risco incluem cirurgias uterinas prévias, especialmente cesarianas, e placenta prévia. O diagnóstico precoce é fundamental para o planejamento adequado do parto e a redução de complicações. A avaliação ultrassonográfica é a principal ferramenta diagnóstica. Em gestantes com fatores de risco, a investigação deve ser iniciada no segundo trimestre, idealmente entre 18 e 24 semanas, e não apenas no final da gestação (34-36 semanas), como sugerido na alternativa incorreta. Achados ultrassonográficos incluem perda da zona hipoecoica retroplacentária, lacunas vasculares placentárias e fluxo turbulento em Doppler. O manejo do EPA exige uma equipe multidisciplinar e planejamento cuidadoso, frequentemente envolvendo parto cesariana com histerectomia periparto. Em situações de diagnóstico de surpresa ou condições cirúrgicas desfavoráveis, a conduta pode ser a extração fetal e fechamento uterino com a placenta in situ, postergando a histerectomia para um momento mais oportuno. A compreensão desses aspectos é vital para residentes de Ginecologia e Obstetrícia.
Os principais fatores de risco incluem cirurgia uterina prévia (especialmente cesariana), placenta prévia, idade materna avançada e multiparidade.
A avaliação deve ser iniciada no segundo trimestre (idealmente entre 18-24 semanas) e repetida conforme a necessidade para monitorar a implantação placentária e identificar sinais de acretismo.
Se as condições ideais não estiverem presentes, a conduta pode incluir a histerotomia e extração fetal fora da área invadida, seguida de histerorrafia com a placenta in situ e reabordagem cirúrgica definitiva em uma a duas semanas.
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