Espectro de Acretismo Placentário: Diagnóstico e Manejo

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026

Enunciado

Em relação ao espectro de acretismo placentário, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O espectro de acretismo placentário inclui apenas a placenta acreta e increta, não sendo reconhecida a forma percreta.
  2. B) O principal fator de risco é a multiparidade sem história de cesarianas prévias.
  3. C) A ultrassonografia com doppler é o exame de primeira escolha para rastreamento, podendo a ressonância magnética ser utilizada em casos duvidosos.
  4. D) O manejo de escolha é sempre a exérese manual da placenta após o parto, seguida de sutura do leito placentário.
  5. E) A conduta expectante, aguardando descolamento espontâneo da placenta, é a estratégia recomendada, pois reduz risco hemorrágico.

Pérola Clínica

Acretismo Placentário: USG Doppler é 1ª linha; principal risco = Cesárea prévia + Placenta Prévia.

Resumo-Chave

O diagnóstico antenatal do espectro de acretismo placentário via Doppler é crucial para o planejamento cirúrgico multidisciplinar e redução da morbimortalidade materna.

Contexto Educacional

O Espectro de Acretismo Placentário (PAS) tornou-se uma das principais causas de morbimortalidade materna e histerectomia periparto devido ao aumento global das taxas de cesariana. O diagnóstico precoce, idealmente no segundo ou terceiro trimestre, permite que o parto seja planejado em centros de referência com suporte de hemoterapia e equipe multidisciplinar. O manejo padrão ouro para casos confirmados é a histerectomia com a placenta in situ (cesárea-histerectomia), evitando qualquer tentativa de descolamento placentário. Em casos selecionados, o manejo conservador (deixar a placenta para reabsorção) pode ser discutido, mas carrega riscos elevados de infecção e hemorragia tardia.

Perguntas Frequentes

O que define o espectro de acretismo placentário (PAS)?

O PAS refere-se à aderência mórbida da placenta ao miométrio devido a uma ausência parcial ou total da decídua basal. Divide-se em três graus de invasão: Placenta Acreta (vilosidades aderidas ao miométrio), Increta (vilosidades invadem o miométrio) e Percreta (vilosidades atravessam o miométrio, podendo atingir a serosa ou órgãos adjacentes, como a bexiga).

Qual o papel da ultrassonografia e da ressonância no diagnóstico?

A ultrassonografia com Doppler colorido é o exame de primeira escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade, permitindo identificar lacunas placentárias, perda da zona hipoecoica retroplacentária e hipervascularização. A Ressonância Magnética (RM) é reservada para casos em que a ultrassonografia é inconclusiva ou quando há suspeita de invasão de órgãos posteriores ou parametriais, auxiliando no mapeamento cirúrgico.

Quais são os principais fatores de risco para acretismo?

O fator de risco mais significativo é a combinação de placenta prévia com cicatrizes uterinas anteriores (geralmente de cesarianas). Quanto maior o número de cesáreas prévias na presença de placenta prévia, maior o risco (chegando a >60% após 3 ou 4 cesáreas). Outros fatores incluem curetagens repetidas, miomectomias e idade materna avançada.

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