HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2016
Foi realizado um estudo sobre a capacidade dos clínicos de diagnosticar infecção estreptocócica em 150 pacientes que vieram à emergência de um hospital com dor de garganta. As impressões clínicas foram comparadas aos resultados de culturas orofaríngeas para estreptococos do grupo A. Dos 60 pacientes que apresentaram cultura orofaríngea positiva, 36 foram diagnosticados pelos médicos como tendo faringite estreptocócica. Entre 90 pacientes que apresentaram cultura negativa, os médicos diagnosticaram que 18 deles apresentavam a doença. A especificidade do exame clínico para diagnóstico é:
Especificidade = Verdadeiros Negativos / Total de Saudáveis (TN / TN+FP).
A especificidade mede a capacidade de um teste identificar corretamente os indivíduos saudáveis (sem a doença). No caso, 72 dos 90 pacientes sem infecção foram corretamente identificados.
A especificidade é um parâmetro intrínseco de um teste diagnóstico, o que significa que, teoricamente, ela não varia com a prevalência da doença na população, ao contrário dos valores preditivos. No contexto da faringite estreptocócica, uma alta especificidade clínica ajudaria a evitar o uso indiscriminado de antibióticos em pacientes com quadros virais. Para o cálculo em provas de residência, a montagem da tabela 2x2 é a estratégia mais segura. Coloque os resultados do teste nas linhas e o padrão-ouro (cultura) nas colunas. A especificidade será sempre a célula do canto inferior direito (VN) dividida pelo total da coluna da direita (Saudáveis).
A especificidade é a proporção de indivíduos verdadeiramente saudáveis que apresentam um resultado de teste negativo. Em termos estatísticos, é a probabilidade de o teste ser negativo dado que a doença está ausente. É fundamental para evitar diagnósticos falso-positivos e tratamentos desnecessários, sendo calculada dividindo-se os Verdadeiros Negativos (VN) pela soma de Verdadeiros Negativos e Falsos Positivos (VN+FP).
Primeiro, identificamos os pacientes sem a doença (cultura negativa), que são 90. Destes, os médicos diagnosticaram erroneamente 18 como doentes (Falsos Positivos). Portanto, os Verdadeiros Negativos são 90 - 18 = 72. A especificidade é 72 dividido pelo total de saudáveis (90), resultando em 0,8 ou 80%.
A sensibilidade refere-se à capacidade do teste em detectar a doença em quem realmente a possui (Verdadeiros Positivos / Total de Doentes). Já a especificidade refere-se à capacidade de excluir a doença em quem não a possui (Verdadeiros Negativos / Total de Saudáveis). Testes com alta sensibilidade são bons para triagem, enquanto testes com alta especificidade são ideais para confirmação diagnóstica.
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