Espasmo Hemifacial: Etiologia e Diagnóstico Diferencial

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023

Enunciado

Compressão do nervo facial por aneurisma de vaso intracraniano ou por glioma pontino pode ser a causa de:

Alternativas

  1. A) Síndrome de Brueghel.
  2. B) Síndrome de Meige.
  3. C) Mioquimia.
  4. D) Espasmo hemifacial.

Pérola Clínica

Espasmo hemifacial = Compressão do VII par por vasos ou tumores.

Resumo-Chave

O espasmo hemifacial é uma desordem neuromuscular caracterizada por contrações involuntárias unilaterais, geralmente causadas por compressão do nervo facial na sua saída do tronco cerebral.

Contexto Educacional

O espasmo hemifacial é uma patologia neuro-oftalmológica importante. Diferente do blefaroespasmo, que é uma distonia focal bilateral de origem central, o espasmo hemifacial é tipicamente uma neuropatia periférica compressiva. A fisiopatologia envolve a 'transmissão efática', onde o dano à mielina do nervo facial pela compressão crônica permite que impulsos elétricos 'saltem' entre os axônios, gerando contrações musculares involuntárias. A investigação com ressonância magnética de crânio com foco em ângulo pontocerebelar é mandatória para excluir causas expansivas como aneurismas ou gliomas.

Perguntas Frequentes

O que causa o espasmo hemifacial?

A causa mais comum é a compressão do nervo facial (VII par craniano) na zona de saída do tronco encefálico (root exit zone) por uma alça vascular aberrante (geralmente a artéria cerebelar inferior anterior ou posterior). Causas secundárias incluem compressão por aneurismas, tumores (como gliomas pontinos ou neuromas do acústico) ou sequelas de paralisia de Bell.

Como diferenciar espasmo hemifacial de mioquimia?

A mioquimia facial consiste em contrações ondulantes e finas das fibras musculares, frequentemente benignas e autolimitadas (associadas a estresse/fadiga), embora a mioquimia persistente possa indicar lesão de tronco. O espasmo hemifacial envolve contrações tônicas ou clônicas mais vigorosas de todos os músculos inervados pelo facial em um lado da face.

Qual o tratamento padrão-ouro para espasmo hemifacial?

O tratamento clínico de primeira linha é a aplicação de toxina botulínica nos músculos afetados, com altas taxas de sucesso e poucos efeitos colaterais. Em casos refratários ou quando a causa é uma compressão vascular evidente em pacientes jovens, a descompressão microvascular cirúrgica (cirurgia de Jannetta) pode ser considerada.

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