CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
As fotos A e B são de pacientes com distonias faciais. Assinale a alternativa correta:
Espasmo hemifacial (unilateral) → Frequentemente cessa durante o sono.
O espasmo hemifacial caracteriza-se por contrações involuntárias unilaterais, geralmente causadas por compressão vascular do nervo facial. Diferencia-se do blefaroespasmo, que é bilateral e de origem central.
As distonias faciais são distúrbios do movimento que impactam severamente a função visual e social. O blefaroespasmo essencial é uma forma de distonia focal idiopática bilateral, muitas vezes associada a disfunções nos gânglios da base. Já o espasmo hemifacial é uma desordem periférica do nervo facial. O diagnóstico é essencialmente clínico. Exames de imagem como a Ressonância Magnética com protocolo para fossa posterior (sequências CISS ou FIESTA) são indicados no espasmo hemifacial para identificar conflitos neurovasculares ou excluir lesões expansivas no ângulo pontocerebelar. O manejo clínico foca no alívio sintomático, sendo a quimiodenervação com toxina botulínica o padrão-ouro.
A causa mais comum do espasmo hemifacial é a compressão do nervo facial (VII par craniano) em sua zona de saída do tronco encefálico por uma alça vascular ectasiada (geralmente a artéria cerebelar inferior anterior ou posterior). Essa compressão causa uma desmielinização local e hiperexcitabilidade do nervo, levando a disparos ectópicos que resultam nas contrações musculares involuntárias unilaterais.
A toxina botulínica é o tratamento de escolha para ambas as condições. Ela atua bloqueando a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, causando uma paralisia química temporária e controlada dos músculos afetados. Isso reduz significativamente os espasmos e melhora a qualidade de vida do paciente. O efeito dura em média 3 a 4 meses, necessitando de reaplicações periódicas.
Geralmente, em provas de residência, o Paciente A representa o espasmo hemifacial (unilateral, envolvendo metade da face, incluindo platisma) e o Paciente B representa o blefaroespasmo essencial (bilateral, restrito à musculatura periorbitária). Uma característica semiológica importante é que o espasmo hemifacial pode persistir ou desaparecer durante o sono, mas classicamente em questões teóricas, aponta-se que as contrações distônicas tendem a cessar no sono profundo.
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