SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Qual patologia abaixo apresenta, tipicamente na radiografia contrastada com bário, o esôfago em saca-rolhas e pseudodivertículos em um paciente com disfagia?
Esôfago em saca-rolhas + pseudodivertículos na radiografia contrastada → Espasmo esofágico difuso.
O espasmo esofágico difuso é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado por contrações simultâneas e de alta amplitude. A imagem de "esôfago em saca-rolhas" na radiografia baritada é um achado clássico, embora a manometria de alta resolução seja o padrão-ouro para o diagnóstico.
O espasmo esofágico difuso (EED) é um distúrbio motor esofágico primário, caracterizado por contrações esofágicas descoordenadas e de alta amplitude. Embora menos comum que a acalasia, é uma causa importante de disfagia e dor torácica não cardíaca, afetando a qualidade de vida dos pacientes e exigindo um diagnóstico preciso para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve uma disfunção da inervação inibitória do esôfago, levando a contrações simultâneas e não propulsivas. O diagnóstico é suspeitado pela clínica de disfagia e dor torácica, e a radiografia contrastada com bário pode revelar o clássico "esôfago em saca-rolhas" e pseudodivertículos. No entanto, a manometria esofágica de alta resolução é o padrão-ouro, identificando os padrões anormais de motilidade. O tratamento do EED é focado no alívio dos sintomas. As opções incluem medidas comportamentais, como alimentação lenta e evitar gatilhos, e farmacológicas, como nitratos e bloqueadores de canais de cálcio para relaxar a musculatura lisa esofágica. Em casos refratários, terapias endoscópicas como injeção de toxina botulínica ou miotomia endoscópica (POEM) podem ser consideradas.
Os sintomas mais comuns são disfagia para sólidos e líquidos, dor torácica não cardíaca e regurgitação. A dor pode ser intensa e mimetizar angina.
O diagnóstico definitivo é realizado pela manometria esofágica de alta resolução, que demonstra contrações simultâneas ou prematuras em mais de 20% das deglutições.
O tratamento inclui modificações dietéticas, relaxantes musculares (nitratos, bloqueadores de canal de cálcio), injeção de toxina botulínica e, em casos refratários, miotomia.
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