UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
A seriografia contrastada abaixo de esôfago, estômago e duodeno tem maiores chances de serem encontradas em pacientes com o diagnóstico de:
Espasmo esofágico difuso → seriografia: "esôfago em saca-rolhas".
O espasmo esofágico difuso é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado por contrações simultâneas e não propulsivas. A seriografia contrastada pode revelar o clássico aspecto de "esôfago em saca-rolhas" ou "esôfago em quebra-nozes", indicando a descoordenação da motilidade.
O espasmo esofágico difuso (EED) é um distúrbio motor primário do esôfago, caracterizado por contrações descoordenadas e não propulsivas da musculatura esofágica. Embora menos comum que a acalásia, é uma causa importante de disfagia e dor torácica não cardíaca, afetando a qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia envolve uma disfunção na inervação do esôfago, levando a contrações simultâneas e de alta amplitude. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e pode ser sugerido pela seriografia contrastada, que revela o clássico padrão de "esôfago em saca-rolhas" ou "esôfago em quebra-nozes", mas é confirmado pela manometria esofágica de alta resolução. O tratamento do EED é sintomático e pode incluir medidas dietéticas, relaxantes musculares (nitratos, bloqueadores de canal de cálcio) e antidepressivos tricíclicos. Em casos refratários, opções como injeção de toxina botulínica ou miotomia endoscópica/cirúrgica podem ser consideradas para melhorar a qualidade de vida.
Os sintomas incluem disfagia para sólidos e líquidos, dor torácica não cardíaca e regurgitação, frequentemente desencadeados por estresse ou alimentos muito quentes/frios.
O diagnóstico é feito principalmente pela manometria esofágica de alta resolução, que demonstra contrações simultâneas e não propulsivas, embora a seriografia possa sugerir o diagnóstico.
O tratamento é focado no alívio dos sintomas, incluindo modificações dietéticas, relaxantes musculares, bloqueadores de canal de cálcio e, em casos refratários, injeção de toxina botulínica ou miotomia.
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