Espasmo Coronariano em Mulheres: Critérios Diagnósticos

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

O espasmo coronariano nas mulheres:

Alternativas

  1. A) Como causa de isquemia não é diagnosticado quando há dor torácica, com ou sem alteração isquêmica no ECG e vasoconstrição > 90% na angiografia, espontânea ou induzida com acetilcolina ou ergonovina.
  2. B) Como causa de isquemia é diagnosticado quando há dor torácica, com ou sem alteração isquêmica no ECG e vasoconstrição > 90% na angiografia, espontânea, mas não induzida com acetilcolina ou ergonovina.
  3. C) Como causa de isquemia é diagnosticado quando há dor torácica, com ou sem alteração isquêmica no ECG e vasoconstrição > 98% na angiografia, espontânea ou induzida com acetilcolina e não a ergonovina.
  4. D) Como causa de isquemia é diagnosticado quando há dor torácica, com ou sem alteração isquêmica no ECG e vasoconstrição > 90% na angiografia, espontânea ou induzida com acetilcolina ou ergonovina.

Pérola Clínica

Espasmo coronariano = dor torácica + isquemia ECG + vasoconstrição > 90% (espontânea ou induzida).

Resumo-Chave

O diagnóstico de espasmo coronariano, ou angina vasoespástica, é feito pela presença de dor torácica (com ou sem alterações isquêmicas no ECG) e evidência angiográfica de vasoconstrição coronariana > 90%, que pode ocorrer espontaneamente ou ser induzida por agentes como acetilcolina ou ergonovina.

Contexto Educacional

O espasmo coronariano, também conhecido como angina vasoespástica ou angina de Prinzmetal, é uma causa importante de isquemia miocárdica, especialmente em mulheres, onde pode ser subdiagnosticado. Caracteriza-se por uma constrição transitória e reversível das artérias coronárias, levando à redução do fluxo sanguíneo e sintomas de angina. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial, estresse oxidativo e hipersensibilidade dos receptores alfa-adrenérgicos na parede vascular. O diagnóstico do espasmo coronariano é desafiador e requer uma alta suspeição clínica. Os pacientes podem apresentar dor torácica atípica, sem os fatores de risco tradicionais para doença arterial coronariana obstrutiva. O eletrocardiograma (ECG) durante a dor pode mostrar elevação ou depressão do segmento ST, indicando isquemia. A confirmação diagnóstica é realizada por meio da angiografia coronariana, onde se observa uma vasoconstrição > 90% de uma artéria coronária, que pode ser espontânea ou induzida por agentes como acetilcolina ou ergonovina. Para residentes, é crucial diferenciar o espasmo coronariano de outras causas de dor torácica, como a doença arterial coronariana obstrutiva. O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir eventos isquêmicos, geralmente com bloqueadores dos canais de cálcio e nitratos. O reconhecimento e manejo adequados são essenciais para melhorar o prognóstico desses pacientes, que podem ter complicações graves como infarto agudo do miocárdio e arritmias.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas do espasmo coronariano?

Os sintomas incluem dor torácica, geralmente em repouso ou à noite, que pode ser acompanhada de alterações isquêmicas no eletrocardiograma (ECG), como elevação ou depressão do segmento ST.

Como é feito o diagnóstico de espasmo coronariano?

O diagnóstico é confirmado pela angiografia coronariana, que mostra vasoconstrição > 90% de uma artéria coronária, seja espontaneamente ou após indução com acetilcolina ou ergonovina, em pacientes com dor torácica e/ou isquemia no ECG.

Qual o papel da acetilcolina e ergonovina no diagnóstico?

A acetilcolina e a ergonovina são agentes farmacológicos utilizados durante a angiografia para induzir o espasmo coronariano em pacientes suspeitos, auxiliando na confirmação diagnóstica quando o espasmo não ocorre espontaneamente.

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