CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
A criança das figuras abaixo apresenta estrabismo desde os 4 meses de vida. Os achados mais comuns a esse quadro são:
Esotropia infantil → Início < 6 meses + Fixação cruzada + Hiperfunção de oblíquos + DVD.
A esotropia infantil (ou congênita) apresenta características motoras típicas como grande ângulo de desvio, fixação cruzada e frequente associação com desvios verticais.
A esotropia infantil manifesta-se nos primeiros seis meses de vida. Diferente da esotropia acomodativa, o erro refrativo costuma ser normal para a idade (hipermetropia leve). Os achados clássicos incluem um desvio de grande ângulo, fixação cruzada e a tríade: Desvio Vertical Dissociado (DVD), nistagmo latente e hiperfunção de músculos oblíquos. A posição viciosa de cabeça (torcicolo) pode ocorrer para manter a fixação com o olho em adução, onde o nistagmo é minimizado (zona de bloqueio). O tratamento é primordialmente cirúrgico, visando o alinhamento motor precoce para permitir algum desenvolvimento de binocularidade, embora a estereopsia fina raramente seja alcançada.
É um subtipo de esotropia infantil caracterizado por grande ângulo de desvio, nistagmo manifesto-latente, fixação cruzada (o paciente usa o olho aduzido para olhar o campo contralateral) e limitação aparente da abdução.
É o fenômeno onde a criança utiliza o olho direito para fixar objetos no campo visual esquerdo e o olho esquerdo para o campo visual direito, evitando a abdução de ambos os olhos.
A hiperfunção de oblíquos inferiores causa uma elevação do olho em adução. O tratamento é geralmente cirúrgico (enfraquecimento do músculo) quando o desvio vertical é clinicamente significativo ou causa torcicolo.
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