CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2009
Criança com idade de 6 meses. É mais provável encontrar nesta síndrome:
Esotropia infantil → DVD + Nistagmo Latente + Hiperfunção de Oblíquos Inferiores.
A esotropia essencial do lactente manifesta-se precocemente e frequentemente associa-se a anomalias motoras como o DVD e o nistagmo latente, exigindo correção cirúrgica precoce.
A esotropia essencial do lactente é uma das formas mais comuns de estrabismo na infância, exigindo diagnóstico diferencial preciso com paralisia do VI par e esotropia acomodativa. A fisiopatologia envolve uma falha no desenvolvimento da binocularidade e fusão sensorial nos primeiros meses de vida. O manejo clínico foca na prevenção da ambliopia através de oclusão (tampão) se houver preferência de fixação, seguida por cirurgia de recuo dos músculos retos mediais. A presença de DVD e hiperfunção de oblíquos inferiores são marcadores de mau prognóstico para visão binocular plena, mas o alinhamento estético e a visão periférica são objetivos alcançáveis e fundamentais para o desenvolvimento visual da criança.
A esotropia essencial do lactente, ou esotropia infantil, é um desvio convergente de grande ângulo (geralmente > 30 dioptrias prismáticas) que surge nos primeiros seis meses de vida em crianças hígidas. Clinicamente, caracteriza-se por fixação cruzada, onde a criança usa o olho aduzido para olhar para o campo contralateral, e ausência de erro refracional significativo. Além do desvio horizontal, é comum a associação com o Desvio Vertical Dissociado (DVD), hiperfunção dos músculos oblíquos inferiores e nistagmo latente. O tratamento é predominantemente cirúrgico, visando o alinhamento motor precoce para permitir algum desenvolvimento de binocularidade periférica, embora a estereopsia fina raramente seja alcançada nesses pacientes devido à natureza sensorial do quadro.
O Desvio Vertical Dissociado (DVD) é uma condição motora ocular onde um olho se move para cima, para fora e sofre extorsão quando é ocluído ou quando a atenção do paciente diminui. Diferente dos desvios verticais comuns, o DVD não segue a Lei de Hering de inervação correspondente, o que significa que o movimento de descida do olho ocluído não é acompanhado por um movimento simétrico de subida do outro olho. É uma característica clássica das esotropias de início precoce, podendo manifestar-se anos após o alinhamento cirúrgico horizontal. O tratamento cirúrgico do DVD é indicado quando o desvio é esteticamente inaceitável ou causa torcicolo, geralmente envolvendo o recuo dos retos superiores.
A pseudoesotropia é uma falsa impressão de desvio convergente, muito comum em bebês devido à base nasal larga e presença de pregas epicânticas que cobrem a esclera nasal, simulando um desvio. A diferenciação é feita através do teste de Hirschberg (reflexo luminoso corneano), que na pseudoesotropia é central e simétrico em ambos os olhos. Além disso, o teste de cobertura (cover test) não revela movimento de reposicionamento ocular na pseudoesotropia. É fundamental tranquilizar os pais, mas manter o acompanhamento, pois uma criança com pseudoesotropia pode desenvolver estrabismo verdadeiro futuramente. A esotropia infantil verdadeira apresentará reflexos descentrados e movimento de fixação no cover test.
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