CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Fixação cruzada, grande ângulo de desvio e frequente associação à disfunção dos músculos oblíquos são características de:
Esotropia < 6 meses + Grande ângulo + Fixação cruzada = Esotropia Congênita.
A esotropia congênita manifesta-se no primeiro semestre de vida com desvios de grande magnitude, ausência de potencial binocular normal e frequentemente associa-se a nistagmo e disfunções de oblíquos.
A esotropia congênita, também chamada de esotropia essencial do lactente, é um dos desafios mais comuns na oftalmopediatria. Caracteriza-se por um desvio convergente que surge antes dos 6 meses de idade, geralmente com um ângulo superior a 30-40 dioptrias prismáticas. A fixação cruzada é um sinal clínico importante que ajuda a diferenciar de outras causas de estrabismo. O diagnóstico diferencial deve excluir causas neurológicas e tumores intraoculares (como retinoblastoma). O manejo envolve a correção de erros refrativos significativos e o tratamento da ambliopia antes da intervenção cirúrgica nos músculos extraoculares, que visa restabelecer o equilíbrio motor.
É o hábito da criança de usar o olho esquerdo para olhar para o campo visual direito e o olho direito para o campo visual esquerdo. Isso ocorre devido ao grande ângulo de desvio, simulando uma paralisia do músculo reto lateral (pseudoparalisia do VI par).
As associações mais frequentes incluem a hiperfunção dos músculos oblíquos inferiores, o desvio vertical dissociado (DVD) e o nistagmo manifesto-latente. Essas características reforçam a origem sensorial/motora precoce do quadro.
O tratamento é predominantemente cirúrgico, visando o alinhamento motor precoce (geralmente antes dos 2 anos) para tentar proporcionar algum grau de visão binocular grosseira, embora a estereopsia fina raramente seja alcançada.
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