UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Segundo a classificação radiológica para esofagopatia chagásica, de autoria de Rezende et al. (1960), o
Classificação de Rezende para megaesôfago: Grupo II = dilatação moderada, retenção de contraste, ondas terciárias.
A classificação radiológica de Rezende et al. (1960) para a esofagopatia chagásica (megaesôfago) é fundamental para estadiar a doença e guiar o tratamento. O Grupo II é caracterizado por moderada dilatação do esôfago, retenção apreciável de contraste e presença de ondas terciárias.
A esofagopatia chagásica, ou megaesôfago, é uma das manifestações crônicas da doença de Chagas, causada pela destruição dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach no esôfago pelo Trypanosoma cruzi. Isso leva à perda da peristalse e relaxamento inadequado do esfíncter esofágico inferior, resultando em disfagia, regurgitação e perda de peso. A classificação radiológica de Rezende et al. (1960) é uma ferramenta clássica e amplamente utilizada para estadiar a gravidade do megaesôfago. Ela divide a doença em quatro grupos, baseando-se na radiografia contrastada do esôfago. O Grupo I corresponde a casos sem dilatação ou com dilatação mínima e esvaziamento normal. O Grupo II apresenta dilatação moderada, retenção apreciável de contraste e presença de ondas terciárias, indicando alteração da motilidade. Os grupos mais avançados (III e IV) mostram dilatação progressiva, hipotonia e, no Grupo IV, o dolicomegaesôfago, com grande dilatação e alongamento do órgão. O estadiamento é crucial para guiar o tratamento, que pode variar de medidas dietéticas e farmacológicas a procedimentos endoscópicos (dilatação, toxina botulínica) ou cirúrgicos (cardiomiotomia de Heller, esofagectomia).
A classificação de Rezende avalia o grau de dilatação esofágica, a presença de retenção de contraste e a atividade motora (ondas terciárias) para estadiar a esofagopatia chagásica.
Ela auxilia no estadiamento da doença, na escolha da melhor abordagem terapêutica (clínica, endoscópica ou cirúrgica) e no prognóstico do paciente com megaesôfago chagásico.
O Grupo I apresenta esôfago sem dilatação ou com dilatação mínima e esvaziamento normal ou discreta retenção. O Grupo II já mostra dilatação moderada, retenção apreciável de contraste e ondas terciárias.
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