UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Paciente do sexo masculino, com 26 anos vem à consulta com suspeita de acalasia do esôfago. O que é considerado correto?
Acalasia: esofagomiotomia de Heller-Pinotti videolaparoscópica é padrão ouro para graus iniciais.
A esofagomiotomia de Heller-Pinotti por videolaparoscopia é o tratamento cirúrgico de escolha para acalasia graus I e II, visando aliviar a disfagia ao cortar as fibras musculares do esfíncter esofágico inferior (EEI), que está hipertenso e não relaxa adequadamente.
A acalasia do esôfago é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela ausência de peristalse no corpo esofágico e relaxamento incompleto ou ausente do esfíncter esofágico inferior (EEI) em resposta à deglutição. Sua etiologia é multifatorial, com perda de neurônios inibitórios no plexo mioentérico. É uma condição rara, mas que causa significativa morbidade, principalmente em adultos jovens e de meia-idade. O diagnóstico é suspeitado pela história de disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação e perda de peso. A radiografia contrastada do esôfago pode mostrar dilatação esofágica e o clássico 'sinal do bico de pássaro' no EEI. A manometria esofágica de alta resolução é o exame padrão-ouro, confirmando a ausência de peristalse e a disfunção do EEI. É crucial diferenciar a acalasia primária de causas secundárias, como a doença de Chagas. O tratamento visa aliviar a obstrução funcional do EEI. A esofagomiotomia de Heller-Pinotti, realizada por videolaparoscopia, é considerada o tratamento cirúrgico de escolha para a maioria dos pacientes, especialmente nos graus iniciais (I e II), oferecendo resultados duradouros. Outras opções incluem dilatação pneumática endoscópica e injeção de toxina botulínica, que são menos invasivas mas com menor durabilidade. A miotomia endoscópica peroral (POEM) é uma técnica mais recente que tem mostrado bons resultados.
Os sintomas clássicos incluem disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação de alimentos não digeridos, dor torácica e perda de peso. A disfagia é o sintoma mais comum e incapacitante.
O diagnóstico é baseado na história clínica, radiografia contrastada do esôfago (mostrando 'bico de pássaro') e, principalmente, manometria esofágica, que revela ausência de peristalse no corpo esofágico e relaxamento incompleto ou ausente do esfíncter esofágico inferior (EEI).
Outras opções incluem dilatação pneumática endoscópica, injeção de toxina botulínica no EEI (geralmente para pacientes com alto risco cirúrgico ou falha de outros tratamentos) e, mais recentemente, a miotomia endoscópica peroral (POEM).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo