Esôfago de Barrett Sem Displasia: Manejo e Vigilância

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 58 anos é encaminhado ao ambulatório de cirurgia com história de doença do refluxo gastroesofágico em tratamento medicamentoso irregular. Ele é obeso (IMC: 38) tabagista e etilista social. Foi solicitada uma endoscopia que revelou esofagite erosiva e área de 3,5 cm acima da junção esofago gástrica sugestiva de metaplasia. A biópsia revela metaplasia intestinal sem displasia. Qual a alternativa correta quanto ao tratamento e endoscopia de vigilância deste paciente?

Alternativas

  1. A) Esofagectomia subtotal. Não há necessidade de endoscopia de vigilância.
  2. B) Fundoplicatura laparoscópica. Não há necessidade de endoscopia de vigilância.
  3. C) Otimizar o tratamento medicamentoso. Endoscopia de vigilância a cada 6 meses.
  4. D) Decidir com o paciente entre a fundoplicatura videolaparoscópica ou tratamento medicamentoso otimizado. Endoscopia de vigilância a cada 3 anos.

Pérola Clínica

Esôfago de Barrett com metaplasia sem displasia: otimizar tratamento DRGE (clínico/cirúrgico) e endoscopia de vigilância a cada 3 anos.

Resumo-Chave

O Esôfago de Barrett com metaplasia intestinal sem displasia requer otimização do tratamento da DRGE e vigilância endoscópica regular devido ao risco de progressão para displasia e adenocarcinoma. A frequência da vigilância é menos intensa do que em casos com displasia.

Contexto Educacional

O paciente apresenta Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica, obesidade, tabagismo e etilismo social, fatores de risco importantes para o desenvolvimento do Esôfago de Barrett (EB). A endoscopia revelou esofagite erosiva e uma área de metaplasia intestinal sem displasia, caracterizando o EB. O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna, com risco de progressão para displasia de alto grau e adenocarcinoma esofágico, o que justifica a necessidade de vigilância. O manejo do Esôfago de Barrett sem displasia foca na otimização do tratamento da DRGE e na vigilância endoscópica. O tratamento da DRGE pode ser medicamentoso, com inibidores de bomba de prótons em dose plena, ou cirúrgico, através da fundoplicatura videolaparoscópica. A decisão entre tratamento clínico otimizado e cirurgia deve ser individualizada e discutida com o paciente, considerando seus sintomas, adesão e comorbidades. A fundoplicatura pode controlar o refluxo, mas não elimina a necessidade de vigilância do EB. A endoscopia de vigilância é crucial para detectar precocemente a progressão da metaplasia para displasia ou adenocarcinoma. Para pacientes com Esôfago de Barrett e metaplasia intestinal sem displasia, as diretrizes atuais recomendam a realização de endoscopia com biópsias a cada 3 a 5 anos. A vigilância mais frequente (a cada 6-12 meses) é reservada para casos com displasia de baixo grau, e a ablação endoscópica ou ressecção para displasia de alto grau ou adenocarcinoma precoce.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para Esôfago de Barrett com metaplasia intestinal sem displasia?

A conduta inicial para Esôfago de Barrett com metaplasia intestinal sem displasia envolve a otimização do tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), seja com terapia medicamentosa (inibidores de bomba de prótons em dose plena) ou considerando a fundoplicatura videolaparoscópica, além de modificações no estilo de vida.

Com que frequência deve ser realizada a endoscopia de vigilância em Esôfago de Barrett sem displasia?

Para pacientes com Esôfago de Barrett e metaplasia intestinal sem displasia, a recomendação atual é realizar endoscopia de vigilância a cada 3 a 5 anos, dependendo de outros fatores de risco e da extensão do Barrett.

Quais são os fatores de risco para a progressão do Esôfago de Barrett para adenocarcinoma esofágico?

Os principais fatores de risco para a progressão incluem a presença e o grau de displasia, extensão do segmento de Barrett, idade avançada, sexo masculino, tabagismo, obesidade e história familiar de adenocarcinoma esofágico. O controle do refluxo é fundamental para minimizar esses riscos.

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