HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Um homem de 47 anos faz seguimento ambulatorial por queixa de refluxo gastroesofágico. Em endoscopia solicitada após exacerbação dos sintomas dispépticos, notou-se que a mucosa do esôfago distal, junto à transição com o estômago, tem cor de salmão, numa extensão de 2 cm. A biópsia mostrou esôfago de Barrett, sem displasia. A opção de tratamento mais indicada neste momento é
Esôfago de Barrett sem displasia → Otimização do tratamento com IBP (dose dupla) e vigilância endoscópica.
O Esôfago de Barrett é uma metaplasia intestinal do epitélio esofágico distal, uma complicação da DRGE crônica e um fator de risco para adenocarcinoma esofágico. Na ausência de displasia, o tratamento visa o controle rigoroso do refluxo ácido com IBP em dose otimizada (geralmente dose dupla) e vigilância endoscópica regular para detectar progressão da doença.
O Esôfago de Barrett (EB) é uma condição pré-maligna caracterizada pela metaplasia intestinal do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal, substituído por epitélio colunar com células caliciformes. É uma complicação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica e o principal fator de risco para o adenocarcinoma esofágico. A importância clínica reside no potencial de progressão para displasia e, subsequentemente, para câncer. A fisiopatologia envolve a exposição prolongada da mucosa esofágica ao ácido gástrico e bile, induzindo alterações adaptativas. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsias, que confirmam a presença de metaplasia intestinal. A classificação da displasia (ausente, baixo grau, alto grau) é fundamental para guiar a conduta. No caso de Esôfago de Barrett sem displasia, o tratamento primário é o controle rigoroso do refluxo ácido com inibidores de bomba de prótons (IBP), geralmente em dose dupla (ex: Omeprazol 20mg duas vezes ao dia), para reduzir a inflamação e o risco de progressão. A vigilância endoscópica regular com biópsias é essencial para monitorar a condição e detectar precocemente qualquer desenvolvimento de displasia, permitindo intervenções como ablação ou ressecção endoscópica, se necessário.
O objetivo principal é controlar o refluxo gastroesofágico com IBP para reduzir a exposição ácida do esôfago, o que pode diminuir o risco de progressão da metaplasia e o desenvolvimento de displasia ou adenocarcinoma.
A vigilância endoscópica com biópsias é crucial para monitorar a progressão da metaplasia para displasia de baixo ou alto grau, permitindo a detecção precoce de lesões pré-malignas e intervenção oportuna.
Geralmente, recomenda-se a dose dupla de IBP (ex: Omeprazol 20mg duas vezes ao dia) para um controle ácido mais eficaz, embora a dose possa ser ajustada individualmente.
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