FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
O problema mais sério a ser considerado quando o refluxo gastroesofageano produz a transformação do epitélio escamoso do esôfago em epitélio cilíndrico glandular é:
Esôfago de Barrett + displasia → ↑ risco adenocarcinoma esofágico.
A metaplasia de Barrett, por si só, já é uma condição pré-maligna. No entanto, o surgimento de displasia nesse epitélio metaplásico é o principal fator de risco para a progressão para adenocarcinoma de esôfago, tornando-se o problema mais sério a ser monitorado.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna caracterizada pela metaplasia do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal em epitélio colunar especializado, semelhante ao intestinal, devido à exposição crônica ao ácido gástrico e bile no contexto da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Sua prevalência varia, mas é uma preocupação significativa devido ao seu potencial de malignização. A principal complicação e o problema mais sério associado ao Esôfago de Barrett é o desenvolvimento de displasia, que é uma alteração pré-maligna no epitélio metaplásico, e sua progressão para adenocarcinoma de esôfago. A displasia é classificada em baixo e alto grau, sendo a de alto grau um forte preditor de câncer invasivo. A vigilância endoscópica com biópsias é crucial para detectar essas alterações precocemente. O manejo do Esôfago de Barrett envolve o controle rigoroso da DRGE e a vigilância endoscópica regular. Em casos de displasia de alto grau ou adenocarcinoma precoce, opções terapêuticas como ablação por radiofrequência, ressecção endoscópica da mucosa ou, em situações mais avançadas, esofagectomia, podem ser consideradas para prevenir a progressão da doença.
O refluxo crônico de ácido gástrico para o esôfago pode levar à metaplasia do epitélio escamoso em cilíndrico glandular, condição conhecida como Esôfago de Barrett.
A displasia representa uma alteração pré-maligna nas células do epitélio de Barrett, indicando um risco significativamente aumentado de progressão para adenocarcinoma de esôfago.
Pacientes com displasia de baixo grau requerem vigilância endoscópica rigorosa, enquanto a displasia de alto grau ou adenocarcinoma precoce pode exigir ablação endoscópica ou ressecção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo