Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Homem de 40 anos, com história de pirose retroesternal e regurgitação há anos, realiza endoscopia digestiva alta. Sem comorbidades conhecidas, sem história de tratamento cirúrgico ou medicamentoso. Exame clínico: IMC = 36 kg/m². Sem outras alterações. Endoscopia: esofagite erosiva Los Angeles A. No esôfago distal, notam-se pregueados digitiformes sugestivos de Barrett (C2M3). Biópsia com metaplasia intestinal e sem sinais de displasia. Assinale a alternativa correta a respeito do caso:
Agonistas de GLP-1 → ↓ esvaziamento gástrico → ↑ refluxo gastroesofágico e sintomas de pirose.
O manejo do Barrett sem displasia foca no controle do refluxo. Agonistas de GLP-1, embora úteis na obesidade, podem exacerbar a DRGE por retardar o esvaziamento gástrico.
O Esôfago de Barrett é uma complicação da DRGE crônica caracterizada pela substituição do epitélio escamoso por colunar com metaplasia intestinal. Em pacientes obesos (IMC > 35), a pressão intra-abdominal aumentada agrava o refluxo. Embora o bypass gástrico seja uma excelente opção terapêutica para ambos os problemas, a introdução de agonistas de GLP-1 (como semaglutida) para perda de peso deve ser feita com cautela, pois o retardo no esvaziamento gástrico é um efeito colateral conhecido que pode exacerbar sintomas esofágicos. O diagnóstico de Barrett sem displasia requer apenas acompanhamento endoscópico e otimização do tratamento antirrefluxo, reservando terapias ablativas para casos com displasia confirmada.
Eles retardam o esvaziamento gástrico e podem reduzir a pressão do esfíncter esofágico inferior, o que aumenta o tempo de exposição do esôfago ao ácido, piorando a pirose e regurgitação em pacientes com DRGE pré-existente.
O manejo padrão envolve o controle agressivo do refluxo com IBP e vigilância endoscópica periódica (geralmente a cada 3-5 anos), sem necessidade de ablação imediata, visando detectar precocemente qualquer progressão para displasia.
Sim, o bypass gástrico em Y-de-Roux é a cirurgia bariátrica de escolha para pacientes com obesidade mórbida e DRGE grave, pois reduz drasticamente a produção de ácido e o refluxo, sendo superior à gastrectomia vertical (Sleeve) nesses casos.
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