UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
No refluxo gastro esofagiano patológico a metaplasia do esôfago terminal de epitélio escamoso para epitélio colunar é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de:
Metaplasia esofágica de epitélio escamoso para colunar devido a RGE crônico = Esôfago de Barrett → risco ↑ de Adenocarcinoma.
O refluxo gastroesofágico crônico pode levar à metaplasia do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal para epitélio colunar especializado, uma condição conhecida como Esôfago de Barrett. Esta metaplasia é considerada uma lesão pré-maligna, aumentando significativamente o risco de desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago, sendo crucial a vigilância endoscópica.
O refluxo gastroesofágico (RGE) patológico é uma condição comum que, quando crônica e não tratada, pode levar a diversas complicações, sendo a metaplasia esofágica uma das mais significativas. Essa metaplasia, conhecida como Esôfago de Barrett, é a substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por um epitélio colunar especializado, semelhante ao encontrado no intestino, em resposta à agressão ácida e biliar. A importância clínica do Esôfago de Barrett reside no seu potencial pré-maligno. Ele é o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago, um tipo de câncer com prognóstico geralmente reservado. A progressão de Barrett para adenocarcinoma ocorre através de uma sequência de metaplasia, displasia de baixo grau, displasia de alto grau e, finalmente, carcinoma invasivo. A prevalência de Barrett é maior em pacientes com RGE de longa data, obesidade e hérnia de hiato. O manejo do Esôfago de Barrett envolve o controle rigoroso do RGE com inibidores de bomba de prótons (IBP) e, crucialmente, a vigilância endoscópica regular com biópsias para detectar a presença e o grau de displasia. Em casos de displasia de alto grau ou adenocarcinoma precoce, podem ser indicadas terapias endoscópicas como ablação por radiofrequência ou ressecção endoscópica. A compreensão dessa sequência metaplasia-displasia-carcinoma é fundamental para a prática clínica e a prevenção do câncer esofágico.
O Esôfago de Barrett é uma condição em que o epitélio escamoso normal do esôfago distal é substituído por epitélio colunar especializado (metaplasia intestinal) devido à exposição crônica ao ácido e à bile do refluxo gastroesofágico. É uma resposta adaptativa à agressão, mas com potencial maligno.
A principal e mais temida complicação do Esôfago de Barrett é a progressão para adenocarcinoma de esôfago. O risco de câncer aumenta com a presença e o grau de displasia no epitélio de Barrett, tornando a vigilância endoscópica com biópsias fundamental.
O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsias da área de metaplasia. O acompanhamento envolve vigilância endoscópica regular com biópsias seriadas para detectar displasia e adenocarcinoma em estágios iniciais, permitindo intervenções como ablação ou ressecção endoscópica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo