FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Paciente, 52 anos, sexo masculino, com histórico de refluxo gastroesofágico, é diagnosticado com esôfago de Barrett. Ele pergunta ao médico sobre as opções de tratamento e suas eficácias. Com base nos conhecimentos atuais, dadas as seguintes afirmações, a que em relação ao tratamento do esôfago de Barrett está CORRETA é:
Tto Barrett: IBP e cirurgia controlam refluxo, ↓ inflamação, mas NÃO regridem metaplasia.
O tratamento do esôfago de Barrett, seja clínico com IBP ou cirúrgico (fundoplicatura), visa primariamente controlar o refluxo gastroesofágico, reduzir a inflamação e, assim, diminuir o risco de progressão para displasia e adenocarcinoma, mas não promove a regressão do epitélio metaplásico já estabelecido.
O esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por epitélio colunar metaplásico com células caliciformes, semelhante ao intestino. É uma complicação crônica da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago. A identificação e o manejo adequados são cruciais para a prevenção da progressão da doença. A fisiopatologia do esôfago de Barrett está intrinsecamente ligada à exposição crônica do esôfago ao ácido gástrico e à bile devido ao refluxo. O epitélio metaplásico é mais resistente a essa agressão, mas também é mais propenso a sofrer alterações genéticas que podem levar à displasia e, eventualmente, ao câncer. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsias. As opções de tratamento para o esôfago de Barrett, tanto clínicas (com inibidores da bomba de prótons - IBP em dose otimizada) quanto cirúrgicas (fundoplicatura), têm como principal objetivo controlar o refluxo gastroesofágico. Ao reduzir a exposição do esôfago ao conteúdo gástrico, essas terapias diminuem a inflamação e o estímulo para a progressão da doença. No entanto, é fundamental entender que nem os IBP nem a cirurgia são eficazes na regressão do epitélio metaplásico já estabelecido. A vigilância endoscópica regular com biópsias é essencial para detectar precocemente a displasia ou o adenocarcinoma.
O objetivo principal é controlar o refluxo gastroesofágico, reduzir a inflamação crônica e, consequentemente, diminuir o risco de progressão da metaplasia para displasia e adenocarcinoma esofágico.
Não, os IBP são eficazes em suprimir a secreção ácida e controlar os sintomas do refluxo, mas não promovem a regressão do epitélio metaplásico já estabelecido no esôfago de Barrett.
A cirurgia (fundoplicatura) é eficaz no controle do refluxo e na redução da exposição ácida, mas, assim como os IBP, não reverte a metaplasia de Barrett. Pacientes ainda necessitam de vigilância endoscópica.
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