IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Homem, de 40 anos de idade, comparece em consulta ambulatorial por pirose e regurgitação ácida há um ano, com melhora parcial ao uso de inibidor de bomba de prótons. Nega disfagia e perda ponderal. Nega tabagismo e etilismo. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, com IMC = 24 kg/m², sem alterações ao exame físico. Realizou endoscopia digestiva alta, evidenciando esôfago distal com mucosa de coloração salmão, com acometimento circunferencial de 4 cm de extensão, sugestiva de esôfago de Barrett. Considerando a confirmação anatomopatológica de esôfago de Barrett e não havendo evidências de displasias e neoplasias nas biópsias realizadas, pode se afirmar que:
Barrett ≥ 3cm ou sintomas típicos = DRGE confirmada; manometria pré-op é mandatória para avaliar peristalse.
O Esôfago de Barrett é uma evidência objetiva de DRGE grave. A cirurgia antirrefluxo requer manometria prévia para descartar acalasia ou hipomotilidade.
O Esôfago de Barrett é definido pela substituição do epitélio escamoso estratificado por epitélio colunar com células caliciformes (metaplasia intestinal). É uma condição pré-neoplásica que exige acompanhamento rigoroso. Em pacientes com sintomas de refluxo e Barrett longo (> 3cm), o diagnóstico de DRGE é estabelecido.\n\nA decisão cirúrgica baseia-se no controle dos sintomas e na prevenção de danos adicionais. A manometria esofágica pré-operatória é o padrão-ouro para garantir que o esôfago tenha força contrátil suficiente para vencer a resistência da nova válvula criada pela fundoplicatura.
Sim. A presença de metaplasia intestinal no esôfago distal (Barrett) é considerada uma evidência diagnóstica definitiva de Doença do Refluxo Gastroesofágico, dispensando exames como a pHmetria para confirmação diagnóstica.
A manometria esofágica é essencial para avaliar a motilidade do corpo esofágico e a pressão do esfíncter inferior. Se houver hipomotilidade grave ou acalasia, a técnica cirúrgica (como a fundoplicatura) deve ser ajustada para evitar disfagia pós-operatória.
A cirurgia antirrefluxo é uma opção para pacientes com DRGE confirmada, especialmente aqueles com sintomas persistentes, dependência de IBP ou complicações. No entanto, a cirurgia não garante a regressão do Barrett nem elimina a necessidade de vigilância endoscópica.
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