UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Paciente do sexo masculino de 48 anos, sem comorbidades e com IMC de 26 kg/m², é portador da doença do refluxo gastroesofágico há 20 anos. Não realiza tratamento regular. Neste mês, o paciente fez uma endoscopia que evidenciou o esôfago de Barret. O histopatológico da biópsia realizada confirma a metaplasia e descreve uma displasia de alto grau. O exame histopatológico foi assinado por dois patologistas. A conduta mais adequada é:
Esôfago de Barrett com displasia de alto grau confirmada por 2 patologistas → Esofagectomia (ou ablação endoscópica, se disponível e preferível).
A presença de displasia de alto grau no Esôfago de Barrett, especialmente quando confirmada por dois patologistas, indica um risco muito elevado de progressão para adenocarcinoma esofágico. A esofagectomia é a conduta mais radical e curativa, embora a ablação endoscópica (como radiofrequência) seja uma alternativa menos invasiva e preferível em muitos centros, se disponível e com expertise.
O Esôfago de Barrett é uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) crônica, caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal por epitélio colunar metaplásico com células caliciformes, conhecido como metaplasia intestinal. Esta condição é considerada pré-maligna, pois aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de adenocarcinoma esofágico. A progressão do Esôfago de Barrett para adenocarcinoma ocorre através de uma sequência de metaplasia, displasia de baixo grau, displasia de alto grau e, finalmente, carcinoma invasivo. A displasia de alto grau é um estágio crítico, pois representa uma lesão pré-invasiva com um risco substancial e iminente de progressão para câncer. A confirmação histopatológica por dois patologistas experientes é fundamental para garantir a precisão do diagnóstico e evitar condutas excessivas ou insuficientes. A conduta para Esôfago de Barrett com displasia de alto grau é agressiva. Embora a esofagectomia seja o tratamento mais definitivo e curativo para erradicar a doença e prevenir o câncer invasivo, as diretrizes atuais também consideram a ablação endoscópica (como a ablação por radiofrequência) como uma opção preferencial para erradicar a displasia e a metaplasia, especialmente em centros com expertise. A escolha depende da extensão da lesão, comorbidades do paciente e disponibilidade de recursos. O tratamento clínico com inibidores de bomba de prótons (IBP) em altas doses é importante para controlar o refluxo, mas não é suficiente para tratar a displasia de alto grau.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna onde o epitélio escamoso estratificado do esôfago distal é substituído por epitélio colunar metaplásico com células caliciformes (metaplasia intestinal), devido ao refluxo gastroesofágico crônico, aumentando o risco de adenocarcinoma esofágico.
A displasia de alto grau no Esôfago de Barrett, confirmada por dois patologistas, é uma indicação para tratamento agressivo, que pode incluir esofagectomia (padrão ouro para lesões invasivas ou quando ablação falha) ou ablação endoscópica (radiofrequência, crioablação) para erradicar a metaplasia e displasia.
A displasia de alto grau é um achado crítico com implicações terapêuticas significativas. A confirmação por um segundo patologista experiente minimiza erros de diagnóstico e garante a precisão antes de procedimentos invasivos como a esofagectomia.
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