IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
Um paciente, sexo masculino, 62 anos, com história de dor abdominal crônica, queimação retroesternal e dispepsia realizou endoscopia digestiva alta (EDA). No exame, não foram visualizadas úlcera gástrica ou duodenal, porém são observadas protusões semelhantes a línguas de mucosa avermelhada que se estendem proximamente a partir da junção gastresofágica para dentro do esôfago. As biópsias dessas áreas demonstram metaplasia coluna. A respeito do diagnóstico desse paciente, assinale a afirmativa correta.
Esôfago de Barrett = Metaplasia colunar esofágica → Forte associação com adenocarcinoma esofágico.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna caracterizada pela metaplasia colunar do epitélio escamoso do esôfago distal, resultante da DRGE crônica. Sua principal importância clínica reside no risco aumentado de desenvolver adenocarcinoma esofágico, exigindo vigilância endoscópica regular.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna que surge como uma complicação crônica da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Caracteriza-se pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por um epitélio colunar metaplásico, frequentemente com características intestinais (metaplasia intestinal especializada). Essa alteração é uma resposta adaptativa à agressão ácida e biliar crônica. Epidemiologicamente, é mais comum em homens brancos, com idade avançada e história de DRGE de longa data. Sua importância clínica reside no risco aumentado de progressão para adenocarcinoma esofágico, um câncer com prognóstico geralmente reservado. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica e o dano celular causado pelo refluxo, que induzem a reprogramação das células-tronco esofágicas para um fenótipo colunar mais resistente ao ácido. O diagnóstico é estabelecido por endoscopia digestiva alta (EDA), onde se observam protusões avermelhadas em forma de 'línguas' ou uma mucosa de aspecto gástrico estendendo-se proximalmente à junção gastroesofágica. A confirmação histopatológica da metaplasia intestinal especializada em biópsias é essencial. A suspeita deve ser alta em pacientes com sintomas crônicos de DRGE, especialmente aqueles com fatores de risco adicionais como obesidade, tabagismo e hérnia de hiato. O tratamento inicial foca no controle da DRGE com inibidores da bomba de prótons (IBP). O principal pilar do manejo do Esôfago de Barrett é a vigilância endoscópica regular com biópsias seriadas, visando detectar a progressão para displasia (baixo ou alto grau) ou adenocarcinoma em estágio inicial. Em casos de displasia de alto grau ou adenocarcinoma intramucoso, terapias endoscópicas como ablação por radiofrequência ou ressecção endoscópica da mucosa são opções eficazes. A esofagectomia é reservada para casos de câncer invasivo ou displasia de alto grau que não respondem a tratamentos menos invasivos, mas possui alta morbidade e mortalidade.
O Esôfago de Barrett é uma condição em que o epitélio escamoso normal do esôfago distal é substituído por epitélio colunar metaplásico, geralmente de tipo intestinal. Sua principal causa é a exposição crônica e prolongada ao ácido gástrico e bile, característica da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).
A principal e mais temida complicação do Esôfago de Barrett é o desenvolvimento subsequente de adenocarcinoma esofágico. A metaplasia pode progredir para displasia de baixo grau, alto grau e, finalmente, para carcinoma invasivo.
O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsias das áreas de metaplasia. O manejo envolve o controle da DRGE (com IBP), e vigilância endoscópica regular com biópsias para detectar displasia ou câncer precocemente. Em casos de displasia de alto grau ou câncer precoce, tratamentos endoscópicos como ablação por radiofrequência ou ressecção endoscópica podem ser indicados.
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