PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Homem de 52 anos, obeso, tabagista, apresenta quadro crônico de pirose, com mais de 5 anos de duração. Já em uso de inibidor de bomba de prótons há longa data. Sem outros sintomas gastrointestinais, sem alteração de hábito evacuatório ou do aspecto das fezes. Percebe ganho de peso não mensurado, no último ano. Sem dados patológicos pregressos ou história familiar relevante. Exame físico sem alterações. Revisão laboratorial com hemograma, funções renal e hepática e perfil lipídico, normais. Marque a alternativa que contém o exame complementar MAIS indicado neste momento, e o MOTIVO de sua indicação:
DRGE crônica (>5 anos) + fatores risco (obesidade, tabagismo) → EDA para rastreio Esôfago de Barrett.
Pacientes com DRGE crônica, especialmente aqueles com fatores de risco como idade > 50 anos, obesidade, tabagismo e sintomas de longa data, têm maior risco de desenvolver esôfago de Barrett. A endoscopia digestiva alta é o método de escolha para o rastreio e diagnóstico dessa condição pré-maligna.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum, mas sua cronicidade e a presença de fatores de risco podem levar a complicações sérias, como o Esôfago de Barrett. Esta condição, caracterizada pela metaplasia intestinal do epitélio escamoso do esôfago distal, é o principal precursor do adenocarcinoma de esôfago, um câncer com prognóstico desfavorável se diagnosticado tardiamente. É vital para o residente reconhecer os pacientes de risco. A indicação de endoscopia digestiva alta (EDA) para rastreio de Esôfago de Barrett não é universal para todos os pacientes com DRGE. Ela é recomendada para aqueles com sintomas crônicos de refluxo (>5 anos) e múltiplos fatores de risco, como idade acima de 50 anos, sexo masculino, obesidade, tabagismo e história familiar. A EDA permite a identificação de alterações macroscópicas e a coleta de biópsias para confirmação histológica da metaplasia e avaliação de displasia. Uma vez diagnosticado o Esôfago de Barrett, a vigilância endoscópica regular com biópsias é fundamental para detectar a progressão para displasia de alto grau ou adenocarcinoma em estágio inicial, permitindo intervenções terapêuticas como ablação endoscópica ou ressecção. O manejo adequado desses pacientes visa prevenir a progressão da doença e melhorar o prognóstico.
Os principais fatores de risco incluem DRGE crônica de longa duração (>5 anos), idade > 50 anos, sexo masculino, obesidade (principalmente obesidade central), tabagismo e história familiar de Esôfago de Barrett ou adenocarcinoma esofágico.
A EDA permite a visualização direta da mucosa esofágica, identificando alterações macroscópicas sugestivas de metaplasia intestinal (Esôfago de Barrett) e a realização de biópsias para confirmação histopatológica e avaliação de displasia.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna, sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago. Seu diagnóstico permite a vigilância endoscópica regular para detectar e tratar precocemente a displasia ou o câncer.
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