UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Paciente com doença do refluxo gastroesofágico de longa data, assintómatico após 5 anos de uso de omeprazol. A endoscopia digestiva alta atual mostra permanência de lesão esofágica compatível com esôfago de Barrett, com biópsias revelando ausência de displasia. Quando deve ser realizada a próxima endoscopia?
Esôfago de Barrett sem displasia → endoscopia de seguimento a cada 3-5 anos.
Pacientes com Esôfago de Barrett sem displasia confirmada em biópsias devem ser submetidos a vigilância endoscópica a cada 3 a 5 anos, devido ao risco de progressão para displasia de alto grau ou adenocarcinoma esofágico. O uso de IBP não elimina a necessidade de vigilância.
O Esôfago de Barrett (EB) é uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) crônica, caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por epitélio colunar metaplásico intestinal. Essa condição é considerada pré-maligna, com um risco aumentado de desenvolver adenocarcinoma esofágico, tornando a vigilância endoscópica crucial. A estratégia de vigilância depende da presença e do grau de displasia. Para pacientes com EB sem displasia, as diretrizes atuais, como as da American College of Gastroenterology (ACG), recomendam endoscopia digestiva alta com biópsias a cada 3 a 5 anos. Essa frequência visa balancear a detecção precoce de alterações malignas com a minimização de procedimentos desnecessários. É importante ressaltar que o controle dos sintomas da DRGE com inibidores de bomba de prótons (IBP) de longa data, como o omeprazol, não elimina a necessidade de vigilância. Embora os IBPs possam ajudar na cicatrização da esofagite e, possivelmente, reduzir o risco de progressão em alguns contextos, a metaplasia de Barrett persiste e o potencial de malignização permanece, justificando o monitoramento contínuo.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna onde o epitélio escamoso do esôfago distal é substituído por epitélio colunar metaplásico, aumentando o risco de desenvolver displasia e adenocarcinoma esofágico. A vigilância permite a detecção precoce dessas alterações.
Para pacientes com Esôfago de Barrett sem displasia, as diretrizes atuais recomendam a realização de endoscopia digestiva alta com biópsias a cada 3 a 5 anos, para monitorar a progressão da metaplasia.
Não. Embora os IBPs controlem os sintomas da DRGE e possam reduzir o risco de progressão em alguns estudos, eles não eliminam a necessidade de vigilância endoscópica regular, pois a metaplasia de Barrett persiste e o risco de malignidade permanece.
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