Esôfago de Barrett: Tratamento Endoscópico e Recidivas

Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022

Enunciado

Quanto ao tratamento endoscópico do Esôfago de Barrett (EB), analise as afirmativas a seguir: I- O tratamento endoscópico do EB por meio de métodos de ablação (eletrocauterização, laser, argônio, terapia fotodinâmica e mucosectomia) está indicado apenas dentro de protocolos controlados. II- Acredita-se que o emprego do tratamento endoscópico do EB seria ideal após a realização do tratamento cirúrgico por promover uma taxa de recidiva baixa e uma elevada taxa de restauração do epitélio esofágico. III- Com o seguimento a longo prazo, métodos como a crioterapia e a ablação por radiofrequência mostraram recidivas do epitélio colunar em até 18% dos pacientes. Estão CORRETAS as afirmativas:

Alternativas

  1. A) I e II apenas.
  2. B) I e III apenas.
  3. C) II e III apenas.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

EB com displasia de alto grau → ablação endoscópica é padrão; recidivas são possíveis e exigem vigilância.

Resumo-Chave

O tratamento endoscópico do Esôfago de Barrett (EB) com displasia de alto grau ou carcinoma in situ, utilizando técnicas como ablação por radiofrequência, é o padrão-ouro. Embora eficaz, a vigilância a longo prazo é crucial devido ao risco de recidiva do epitélio colunar.

Contexto Educacional

O Esôfago de Barrett (EB) é uma condição pré-maligna caracterizada pela metaplasia intestinal do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal, geralmente como complicação do refluxo gastroesofágico crônico. Sua importância reside no risco de progressão para adenocarcinoma de esôfago. A identificação e o manejo adequados são cruciais para prevenir o câncer. O tratamento endoscópico do EB é a abordagem preferencial para pacientes com displasia de alto grau ou carcinoma intramucoso, visando erradicar o epitélio metaplásico e displásico. Técnicas como a ablação por radiofrequência (RFA) são eficazes na destruição do tecido anormal, promovendo a regeneração de epitélio escamoso normal. A mucosectomia endoscópica pode ser utilizada para ressecar lesões nodulares ou displasia de alto grau focais. Apesar da alta taxa de sucesso inicial, o EB tratado endoscopicamente requer vigilância a longo prazo devido ao risco de recidiva do epitélio colunar ou de displasia. Estudos mostram que a recidiva pode ocorrer em uma porcentagem significativa de pacientes, ressaltando a necessidade de um programa de acompanhamento endoscópico rigoroso para detecção precoce e intervenção oportuna.

Perguntas Frequentes

Quando o tratamento endoscópico é indicado para o Esôfago de Barrett?

O tratamento endoscópico, como a ablação por radiofrequência, é indicado para pacientes com Esôfago de Barrett que apresentam displasia de alto grau ou carcinoma intramucoso, com o objetivo de erradicar o epitélio metaplásico e prevenir a progressão para câncer invasivo.

Quais são as principais técnicas de ablação endoscópica para Esôfago de Barrett?

As principais técnicas incluem a ablação por radiofrequência (RFA), crioterapia, ablação por plasma de argônio e terapia fotodinâmica. A RFA é atualmente a mais utilizada e estudada devido à sua eficácia e segurança.

Qual a importância da vigilância após o tratamento endoscópico do Esôfago de Barrett?

A vigilância endoscópica regular com biópsias é fundamental após o tratamento, pois há risco de recidiva do epitélio de Barrett ou de progressão da doença em áreas não tratadas ou novas. O acompanhamento permite a detecção precoce de qualquer alteração.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo