Esôfago de Barrett: Definição, Diagnóstico e Risco de Malignização

HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021

Enunciado

O esôfago de Barrett:

Alternativas

  1. A) Tem como únicos agentes causadores o ácido clorídrico e a pepsina do suco gástrica
  2. B) Tem o diagnóstico confirmado apenas pelo exame endoscópico
  3. C) Caracteriza-se por substituição do epitélio distal do esôfago por epitélio metaplásico
  4. D) Apresenta risco de malignização em cerca de metade dos casos
  5. E) Nenhuma das alternativas.

Pérola Clínica

Esôfago de Barrett = metaplasia intestinal do epitélio escamoso distal do esôfago.

Resumo-Chave

O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por um epitélio colunar metaplásico, geralmente de tipo intestinal, como resultado da exposição crônica ao refluxo gastroesofágico. O diagnóstico definitivo requer biópsia.

Contexto Educacional

O Esôfago de Barrett é uma condição adquirida caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por um epitélio colunar metaplásico, geralmente de tipo intestinal, contendo células caliciformes. É uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) crônica e é considerada uma lesão pré-maligna para o adenocarcinoma de esôfago, embora o risco de progressão seja relativamente baixo. A fisiopatologia envolve a exposição crônica da mucosa esofágica ao conteúdo ácido e biliar do estômago, levando a danos e subsequente metaplasia como um mecanismo de adaptação. O diagnóstico é suspeitado endoscopicamente pela visualização de uma mucosa avermelhada e aveludada acima da junção gastroesofágica, mas a confirmação definitiva requer biópsias que demonstrem metaplasia intestinal especializada. O manejo do Esôfago de Barrett inclui o controle agressivo da DRGE e, mais importante, a vigilância endoscópica regular com biópsias para detectar displasia ou adenocarcinoma em estágios iniciais. A frequência da vigilância depende da presença e grau de displasia. O prognóstico está diretamente relacionado à detecção precoce de alterações malignas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais endoscópicos sugestivos de Esôfago de Barrett?

Endoscopicamente, o Esôfago de Barrett é sugerido pela presença de mucosa de coloração avermelhada e aveludada, que se estende proximalmente a partir da junção gastroesofágica, substituindo a mucosa esofágica pálida normal.

Qual o papel da biópsia no diagnóstico do Esôfago de Barrett?

A biópsia é crucial para o diagnóstico definitivo do Esôfago de Barrett, pois confirma a presença de metaplasia intestinal especializada (epitélio colunar com células caliciformes), que é o critério histopatológico para a condição.

Qual o risco de malignização do Esôfago de Barrett para adenocarcinoma?

O risco de malignização para adenocarcinoma esofágico é baixo, cerca de 0,1% a 0,5% ao ano, e não 'metade dos casos' como sugerido em uma alternativa. A vigilância endoscópica é fundamental para detectar displasia e câncer precocemente.

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