Esôfago de Barrett: Complicação da DRGE e Risco de Câncer

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025

Enunciado

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma afecção de tratamento multidisciplinar, envolvendo clínica, cirurgia e endoscopia em sua condução adequada. Dentre as afirmativas abaixo, qual é a PRINCIPAL complicação da doença que pode exigir intervenção cirúrgica?

Alternativas

  1. A) Esôfago de Barrett
  2. B) Estenose esofágica
  3. C) Esofagite erosiva
  4. D) Perfuração esofágica

Pérola Clínica

DRGE: Esôfago de Barrett é a principal complicação que pode exigir intervenção cirúrgica (anti-refluxo) e vigilância para adenocarcinoma.

Resumo-Chave

O Esôfago de Barrett, uma metaplasia intestinal do epitélio esofágico, é a complicação mais séria da DRGE, pois é uma condição pré-maligna. Embora a cirurgia anti-refluxo não cure o Barrett, ela pode ser indicada para controlar o refluxo grave e reduzir o risco de progressão, além da vigilância endoscópica.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta e representa um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo uma das afecções mais frequentemente abordadas na gastroenterologia. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações graves. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira anti-refluxo, principalmente do esfíncter esofágico inferior (EEI), e a exposição prolongada do esôfago ao ácido gástrico. O diagnóstico é clínico, mas exames como endoscopia digestiva alta, pHmetria e manometria esofágica são essenciais para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e identificar complicações. O Esôfago de Barrett é uma metaplasia intestinal do epitélio escamoso esofágico, uma complicação grave que surge da exposição crônica ao ácido. O tratamento da DRGE varia de mudanças no estilo de vida e uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) a intervenções cirúrgicas, como a fundoplicatura. O Esôfago de Barrett, por ser uma lesão pré-maligna, exige vigilância endoscópica regular com biópsias para detectar displasia ou adenocarcinoma em estágios iniciais. A intervenção cirúrgica para DRGE pode ser considerada em casos de falha do tratamento clínico ou complicações específicas, mas não reverte o Barrett, apenas controla o refluxo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para o Esôfago de Barrett em pacientes com DRGE?

Pacientes com DRGE de longa data, sintomas noturnos, hérnia de hiato e obesidade têm maior risco. A condição é assintomática, sendo diagnosticada por endoscopia com biópsia.

Por que o Esôfago de Barrett é considerado a principal complicação cirúrgica da DRGE?

Embora a cirurgia anti-refluxo não trate diretamente o Barrett, ela pode ser indicada para controlar o refluxo grave. O Barrett é a principal complicação devido ao seu potencial de progressão para adenocarcinoma esofágico, exigindo vigilância e, por vezes, intervenções endoscópicas ou cirúrgicas para displasia/câncer.

Como o Esôfago de Barrett se diferencia de outras complicações da DRGE?

Diferente da esofagite erosiva (inflamação) ou estenose (estreitamento), o Barrett é uma metaplasia, ou seja, uma alteração celular pré-maligna do epitélio esofágico, com risco de evoluir para displasia e adenocarcinoma.

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