Esôfago de Barrett: Prevalência e Risco de Câncer

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Sobre esôfago de Barrett, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Na metaplasia de Barrett, há uma transformação do epitélio colunar do esôfago distal em epitélio escamoso, decorrente do refluxo gastroesofágico persistente.
  2. B) Pode ser encontrado em até 10 a 15% dos pacientes submetidos à endoscopia digestiva alta (EDA) por queixas de doença do refluxo gastroesofágico.
  3. C) A incidência é maior em mulheres negras com idade abaixo dos 40 anos.
  4. D) O tratamento da displasia de alto grau é a confecção de válvula antirrefluxo por laparoscopia.
  5. E) A prevalência de adenocarcinoma em pacientes portadores de esôfago de Barrett ultrapassa 20% dos casos.

Pérola Clínica

Esôfago de Barrett = Metaplasia colunar intestinal no esôfago distal, complicação da DRGE, risco de adenocarcinoma.

Resumo-Chave

O Esôfago de Barrett é uma complicação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica, caracterizada pela metaplasia do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal para epitélio colunar com células caliciformes. Sua prevalência em pacientes com DRGE que realizam EDA é significativa, variando entre 10% e 15%.

Contexto Educacional

O Esôfago de Barrett é uma condição adquirida caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por um epitélio colunar de tipo intestinal, uma metaplasia que ocorre como complicação crônica da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). É clinicamente importante devido ao seu potencial de progressão para displasia e, subsequentemente, para adenocarcinoma de esôfago. A prevalência do Esôfago de Barrett em pacientes submetidos à endoscopia digestiva alta (EDA) por sintomas de DRGE varia entre 10% e 15%. O diagnóstico é feito por biópsia endoscópica, que confirma a presença de metaplasia intestinal. Fatores de risco incluem DRGE de longa data, sexo masculino, idade avançada e obesidade. O manejo do Esôfago de Barrett envolve vigilância endoscópica regular com biópsias para detectar displasia. O tratamento da displasia de alto grau é a erradicação endoscópica (ablação por radiofrequência, ressecção endoscópica da mucosa), e não a cirurgia antirrefluxo, que não reverte a metaplasia nem elimina o risco de câncer. A prevalência de adenocarcinoma em pacientes com Barrett é baixa, mas significativamente maior que na população geral.

Perguntas Frequentes

O que é o Esôfago de Barrett e qual sua importância clínica?

O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna onde o epitélio escamoso estratificado do esôfago distal é substituído por epitélio colunar de tipo intestinal. Sua importância reside no risco aumentado de desenvolver adenocarcinoma de esôfago.

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento do Esôfago de Barrett?

Os principais fatores de risco incluem Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica e de longa duração, obesidade, hérnia de hiato, tabagismo, idade avançada e sexo masculino.

Qual a conduta para pacientes com Esôfago de Barrett e displasia de alto grau?

Para displasia de alto grau, a conduta é a erradicação endoscópica da metaplasia, geralmente por ablação por radiofrequência ou ressecção endoscópica da mucosa, visando prevenir a progressão para adenocarcinoma.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo