PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Quanto ao diagnóstico endoscópico e histopatológico do Esôfago de Barrett, analise as assertivas a seguir e assinale a resposta CORRETA.I. O Esôfago de Barrett corresponde ao seguimento de mucosa colunar entre a extremidade proximal das pregas gástricas e o final da junção escamocolunar. II. O achado de Esôfago de Barrett é encontrado em aproximadamente 2% dos pacientes submetidos à EDA e em 15% dos pacientes com sintomas de DRGE. III. Biópsias do esôfago distal com epitélio cárdico e fúndico diagnosticam definitivamente o Esôfago de Barrett e estão associadas à adenocarcinoma. IV. Se o exame endoscópico sugerir fortemente o diagnóstico de Esôfago de Barrett, mas a biópsia não demonstrar epitélio colunar especializado, sugere-se o diagnóstico e recomenda-se nova avaliação com biópsias.
Esôfago de Barrett = metaplasia intestinal especializada no esôfago distal, associada a DRGE e risco ↑ adenocarcinoma.
O diagnóstico definitivo do Esôfago de Barrett requer a identificação de metaplasia intestinal especializada em biópsias do esôfago distal, mesmo que a endoscopia sugira a condição. A presença de epitélio cárdico ou fúndico isolado não é suficiente para o diagnóstico e não confere o mesmo risco de malignidade.
O Esôfago de Barrett (EB) é uma condição pré-maligna caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por um epitélio colunar metaplásico, comumente de tipo intestinal especializado. É uma complicação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica e é o principal fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago. Sua prevalência é de aproximadamente 2% em pacientes submetidos à endoscopia digestiva alta (EDA) e maior em pacientes com sintomas de DRGE. O diagnóstico do EB é feito por meio de EDA com biópsias. Endoscopicamente, observa-se uma mucosa de coloração avermelhada e aveludada, que se estende proximalmente a partir da junção gastroesofágica. No entanto, o diagnóstico definitivo é histopatológico, exigindo a identificação de metaplasia intestinal especializada (com células caliciformes) nas biópsias. A presença de epitélio cárdico ou fúndico isolado não é suficiente para o diagnóstico de EB e não confere o mesmo risco de malignidade. A importância do diagnóstico correto do EB reside no seu potencial de progressão para displasia e, subsequentemente, para adenocarcinoma. Pacientes com EB necessitam de vigilância endoscópica regular com biópsias para detecção precoce de displasia, permitindo intervenções que podem prevenir o câncer invasivo. O manejo da DRGE subjacente é fundamental, embora não reverta a metaplasia já estabelecida.
O Esôfago de Barrett é definido pela presença de metaplasia intestinal especializada (epitélio colunar com células caliciformes) no esôfago distal, acima da junção gastroesofágica.
A biópsia é crucial para o diagnóstico definitivo, pois a endoscopia pode apenas sugerir a condição. A confirmação histopatológica da metaplasia intestinal especializada é necessária para estabelecer o diagnóstico e avaliar o risco de displasia ou adenocarcinoma.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica é o principal fator de risco para o desenvolvimento do Esôfago de Barrett, devido à exposição prolongada da mucosa esofágica ao ácido e à bile, levando à metaplasia como mecanismo de defesa.
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