UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Homem de 57 anos, com histórico de doença do refluxo gastroesofágico, faz acompanhamento irregular há 10 anos. No último exame endoscópico, foi identificada área sugestiva de presença de esôfago de Barrett no terço inferior do esôfago, sendo realizadas múltiplas biópsias que foram diagnósticas de metaplasia intestinal, com áreas de displasia de alto grau. A conduta, nesse caso, é:
Barrett com Displasia de Alto Grau → Ablação Endoscópica (Radiofrequência).
A displasia de alto grau no esôfago de Barrett é uma lesão pré-neoplásica imediata; o tratamento padrão atual é a erradicação endoscópica.
O esôfago de Barrett é a principal complicação da DRGE crônica e o maior fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago. O manejo depende do grau de displasia. Com displasia de alto grau, a intervenção é mandatória. A ablação por radiofrequência (RFA) revolucionou o tratamento, permitindo a remissão da neoplasia intraepitelial sem a necessidade de grandes ressecções cirúrgicas.
A metaplasia intestinal (esôfago de Barrett) é a substituição do epitélio escamoso pelo colunar. A displasia representa alterações citológicas e arquiteturais neoplásicas dentro desse epitélio. A displasia de alto grau (HGD) possui um risco significativamente maior de progressão para adenocarcinoma esofágico em comparação com a displasia de baixo grau.
A RFA permite a destruição controlada do epitélio displásico com profundidade uniforme, minimizando o risco de estenoses. Estudos mostram que a erradicação endoscópica tem taxas de sucesso superiores a 90% na eliminação da displasia, com perfil de segurança superior à esofagectomia.
A esofagectomia é reservada para casos de adenocarcinoma invasivo que ultrapassa a camada mucosa (submucosa T1b), falha no tratamento endoscópico, ou quando há presença de linfonodos suspeitos.
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