UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
O esôfago de Barrett costuma ser diagnosticado em pessoas que sofrem com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) por muito tempo, entretanto, persiste a dúvida sobre o tratamento cirúrgico. Sobre esta patologia marque a alternativa ERRADA.
Cirurgia anti-refluxo NÃO é obrigatória para Esôfago de Barrett e NÃO é medida antineoplásica primária.
A cirurgia anti-refluxo para Esôfago de Barrett tem as mesmas indicações que para DRGE refratária ao tratamento clínico. Ela melhora os sintomas de refluxo, mas não é considerada uma medida antineoplásica primária e não há evidências de que previna o desenvolvimento de adenocarcinoma.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna caracterizada pela metaplasia intestinal do epitélio esofágico distal, resultante da exposição crônica ao refluxo gastroesofágico. É o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago, um câncer com prognóstico geralmente desfavorável. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsias. O tratamento do Esôfago de Barrett visa controlar o refluxo e, em casos de displasia, erradicar o tecido metaplásico. O tratamento clínico com inibidores de bomba de prótons (IBP) é a base, buscando reduzir a exposição ácida. A cirurgia anti-refluxo, como a fundoplicatura, é uma opção para pacientes com DRGE refratária ao tratamento clínico ou que não desejam o uso contínuo de medicação, e suas indicações em pacientes com Barrett são as mesmas que para aqueles sem Barrett. É um erro comum acreditar que a cirurgia anti-refluxo é uma medida antineoplásica obrigatória para o Esôfago de Barrett. Embora a cirurgia possa melhorar os sintomas de refluxo e reduzir a exposição ácida, não há evidências robustas de que ela previna a progressão para adenocarcinoma ou cause a regressão do tecido de Barrett. O risco de malignidade persiste, e a vigilância endoscópica regular com biópsias continua sendo essencial para detectar displasia ou câncer em estágios iniciais, independentemente do tratamento cirúrgico.
O Esôfago de Barrett é uma complicação da DRGE crônica, onde o epitélio escamoso estratificado do esôfago distal é substituído por epitélio colunar metaplásico, um precursor do adenocarcinoma esofágico.
Não há evidências claras de que a cirurgia anti-refluxo previna o desenvolvimento de adenocarcinoma em pacientes com Esôfago de Barrett. Ela controla os sintomas de refluxo, mas o tecido metaplásico persiste e o risco de malignidade permanece.
As indicações são as mesmas que para pacientes com DRGE sem Barrett: falha do tratamento clínico com inibidores de bomba de prótons (IBP), intolerância aos IBP, ou complicações como estenose e úlceras refratárias.
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