Esôfago de Barrett: Histologia e Diagnóstico Chave

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020

Enunciado

No Esôfago de Barrett, podemos AFIRMAR que:

Alternativas

  1. A) O conceito atual de Esôfago de Barrett restringe-se somente à metaplasia intestinal no esôfago distal
  2. B) O aspecto histológico da metaplasia intestinal no esôfago distal mostra células caliciformes também chamadas de células azuis quando coradas pelo corante “alcian blue”
  3. C) A incidência de adenocarcinoma é elevada nas metaplasias intestinais do esôfago distal e tem aumentado nos últimos anos
  4. D) É consenso que o esôfago de Barrett deve ser tratado por meio de cirurgia anti- refluxo

Pérola Clínica

Esôfago de Barrett = metaplasia intestinal com células caliciformes (alcian blue +) no esôfago distal.

Resumo-Chave

O diagnóstico definitivo do Esôfago de Barrett é histopatológico, caracterizado pela presença de metaplasia intestinal especializada com células caliciformes no esôfago distal. A coloração com Alcian Blue é crucial para identificar essas células, que são um marcador de risco para adenocarcinoma.

Contexto Educacional

O Esôfago de Barrett (EB) é uma condição pré-maligna caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por um epitélio colunar metaplásico, que inclui células caliciformes (metaplasia intestinal especializada). É uma complicação crônica da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e sua importância reside no risco aumentado de desenvolver adenocarcinoma esofágico. A prevalência varia, mas é mais comum em homens brancos acima de 50 anos com DRGE de longa data. O diagnóstico do EB é endoscópico e histopatológico. Endoscopicamente, observa-se uma mucosa de coloração avermelhada e aveludada, que se estende proximalmente a partir da junção gastroesofágica. A confirmação histológica é crucial, exigindo a identificação de células caliciformes na biópsia esofágica distal, frequentemente realçadas pela coloração de Alcian Blue. A ausência dessas células, mesmo com epitélio colunar, não configura o diagnóstico de EB. O manejo do EB envolve a supressão ácida com inibidores de bomba de prótons e um programa de vigilância endoscópica com biópsias seriadas para detectar displasia ou adenocarcinoma em estágios iniciais. O tratamento cirúrgico anti-refluxo não é consenso como tratamento primário para o EB, mas pode ser considerado em casos selecionados de DRGE refratária. A detecção precoce de displasia é fundamental para intervenções como ablação por radiofrequência ou ressecção endoscópica.

Perguntas Frequentes

Qual a definição histológica do Esôfago de Barrett?

O Esôfago de Barrett é definido pela presença de metaplasia intestinal especializada, com células caliciformes, no epitélio escamoso estratificado do esôfago distal.

Por que as células caliciformes são importantes no diagnóstico de Barrett?

As células caliciformes são o marcador histológico da metaplasia intestinal especializada, que é o tipo de metaplasia associado ao maior risco de progressão para adenocarcinoma esofágico.

Qual a relação entre Esôfago de Barrett e adenocarcinoma esofágico?

O Esôfago de Barrett é a principal condição precursora do adenocarcinoma esofágico, com um risco aumentado de progressão, especialmente na presença de displasia.

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