Esôfago de Barrett com Displasia de Alto Grau: Conduta

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 48 anos apresenta sintomas de pirose e regurgitação há 10 anos, fazendo uso irregular de antiácidos. Em endoscopia digestiva alta, observado deslocamento da junção escamocolunar de 3 cm em relação à junção gastroesofágica. Em biópsia, detectada presença de metaplasia intestinal com displasia de alto grau. A conduta recomendada é

Alternativas

  1. A) monitorização endoscópica a cada 3 anos.
  2. B) monitorização endoscópica semestral.
  3. C) ressecção endoscópica da mucosa.
  4. D) cirurgia antirrefluxo.
  5. E) esofagectomia.

Pérola Clínica

Esôfago de Barrett com displasia de alto grau → Alto risco de progressão para adenocarcinoma = Ressecção endoscópica da mucosa ou esofagectomia (dependendo da extensão e comorbidades).

Resumo-Chave

O Esôfago de Barrett com displasia de alto grau é uma condição pré-maligna com alto risco de progressão para adenocarcinoma esofágico. A conduta recomendada é a erradicação da displasia, que pode ser feita por ressecção endoscópica da mucosa para lesões focais ou, em casos mais extensos ou multifocais, esofagectomia.

Contexto Educacional

O Esôfago de Barrett é uma complicação crônica da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por epitélio colunar metaplásico com células caliciformes (metaplasia intestinal). Essa condição é clinicamente importante devido ao seu potencial de progressão para adenocarcinoma esofágico, um tipo de câncer com prognóstico desfavorável. A presença de displasia no Esôfago de Barrett é um marcador de risco para malignidade. A displasia de baixo grau requer vigilância endoscópica regular, enquanto a displasia de alto grau (DAG) é considerada uma lesão pré-maligna de alto risco, com uma taxa de progressão para adenocarcinoma invasivo de até 6% ao ano. A conduta para Esôfago de Barrett com displasia de alto grau é a erradicação da displasia. Isso pode ser alcançado por métodos endoscópicos, como a ressecção endoscópica da mucosa (REM) para lesões focais ou a ablação por radiofrequência (ARF) para áreas mais extensas. Em casos de displasia multifocal, lesões não ressecáveis endoscopicamente ou falha das terapias endoscópicas, a esofagectomia (remoção cirúrgica do esôfago) pode ser a opção mais segura para prevenir o desenvolvimento de câncer invasivo. A monitorização endoscópica isolada não é adequada para DAG.

Perguntas Frequentes

O que é Esôfago de Barrett e qual sua importância clínica?

Esôfago de Barrett é uma condição onde o epitélio escamoso estratificado do esôfago distal é substituído por epitélio colunar metaplásico com células caliciformes (metaplasia intestinal), geralmente devido ao refluxo gastroesofágico crônico. É uma lesão pré-maligna com risco de progressão para adenocarcinoma esofágico.

Qual a conduta para Esôfago de Barrett com displasia de alto grau?

A displasia de alto grau no Esôfago de Barrett indica um risco iminente de progressão para adenocarcinoma. A conduta padrão é a erradicação da displasia, que pode ser feita por ressecção endoscópica da mucosa (para lesões focais) ou ablação por radiofrequência. Em casos de doença mais extensa ou falha da terapia endoscópica, a esofagectomia pode ser considerada.

Qual a diferença entre displasia de baixo e alto grau no Esôfago de Barrett?

A displasia de baixo grau representa alterações celulares menos severas e tem um risco menor de progressão para câncer, sendo geralmente manejada com vigilância endoscópica mais frequente. A displasia de alto grau, por outro lado, apresenta alterações celulares mais acentuadas e um risco significativamente maior de malignidade, exigindo intervenção terapêutica.

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