FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 65 anos de idade, tabagista e obeso, comparece ao ambulatório com queixa de pirose e regurgitação. Foi solicitada endoscopia digestiva alta. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que indica a alteração endoscópica que é sugestiva de esófago de Barrett.
Esôfago de Barrett = mucosa cor de salmão no esôfago distal, representando metaplasia intestinal por DRGE crônica.
O achado endoscópico clássico do Esôfago de Barrett é a presença de uma mucosa de coloração salmão/avermelhada que se estende proximalmente a partir da junção gastroesofágica. Esse achado visual sugere metaplasia intestinal e requer biópsia para confirmação histológica, sendo um fator de risco para adenocarcinoma.
O Esôfago de Barrett é uma complicação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica e é o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago. A condição é definida pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por um epitélio colunar metaplásico contendo células caliciformes (metaplasia intestinal). O diagnóstico é suspeitado na endoscopia digestiva alta pela visualização de 'línguas' ou uma área circunferencial de mucosa com coloração salmão/avermelhada que se estende proximalmente a partir da junção gastroesofágica. A localização é sempre no esôfago distal. O diagnóstico definitivo, no entanto, é histológico, exigindo biópsias que confirmem a metaplasia intestinal. A extensão da metaplasia é medida e classificada (ex: Classificação de Praga) para estratificar o risco. O manejo do Esôfago de Barrett envolve o tratamento agressivo da DRGE com inibidores de bomba de prótons e, crucialmente, um programa de vigilância endoscópica com biópsias periódicas. O objetivo é detectar precocemente a progressão para displasia, permitindo intervenções endoscópicas (mucosectomia, ablação por radiofrequência) que podem prevenir a evolução para adenocarcinoma.
É a descrição visual da mucosa do esôfago distal que sofreu metaplasia, mudando do epitélio escamoso normal (pálido e brilhante) para um epitélio colunar (avermelhado/salmão), semelhante ao do estômago ou intestino. É o principal sinal de suspeita de Esôfago de Barrett.
Após a identificação de mucosa sugestiva, a conduta é realizar biópsias seriadas (protocolo de Seattle) da área alterada. O material é enviado para análise histopatológica para confirmar a presença de metaplasia intestinal e pesquisar displasia, que guia a vigilância e o tratamento.
O Esôfago de Barrett é a principal lesão precursora do adenocarcinoma de esôfago. A inflamação crônica pelo refluxo leva à metaplasia, que pode progredir para displasia de baixo grau, displasia de alto grau e, finalmente, adenocarcinoma invasivo. Por isso, pacientes com Barrett necessitam de vigilância endoscópica periódica.
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