INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
Senhor Paulo, 60 anos com queixas de refluxo gastro-esofágico, realizou endoscopia digestiva alta (EDA). A EDA mostra, além da esofagite, presença de epitélio de Barret cuja biópsia revelou metaplasia intestinal. Após tratamento clínico realizou nova endoscopia que apresentou o mesmo resultado. A conduta mais adequada para este paciente é:
Esôfago de Barret com metaplasia intestinal sem displasia → IBP contínuo e EDA a cada 2-3 anos para vigilância.
Para pacientes com Esôfago de Barret e metaplasia intestinal sem displasia, a conduta mais adequada é manter o tratamento com inibidores da bomba de prótons (IBP) para controle do refluxo e realizar vigilância endoscópica periódica, geralmente a cada dois ou três anos, para monitorar a progressão para displasia ou adenocarcinoma.
O Esôfago de Barret é uma condição pré-maligna caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal por epitélio colunar especializado (metaplasia intestinal), como resultado de refluxo gastroesofágico crônico. É o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma esofágico, uma neoplasia com prognóstico reservado. A presença de metaplasia intestinal na biópsia confirma o diagnóstico de Barret. No caso do paciente, a biópsia revelou metaplasia intestinal sem displasia. A displasia é a alteração histológica que precede o câncer, e sua ausência indica um risco menor, mas ainda presente, de progressão. O tratamento clínico com inibidores da bomba de prótons (IBP) é fundamental para suprimir a produção de ácido, controlar o refluxo e, teoricamente, reduzir a inflamação e o risco de progressão. A falha em reverter a metaplasia com IBP é esperada, pois a metaplasia é uma alteração estrutural estabelecida. A conduta mais adequada para Esôfago de Barret com metaplasia intestinal sem displasia é a vigilância endoscópica regular. As diretrizes atuais recomendam endoscopia digestiva alta com biópsias a cada 2 a 3 anos para monitorar o surgimento de displasia de baixo ou alto grau, ou adenocarcinoma. A ressecção endoscópica ou ablação são terapias indicadas apenas quando há displasia de alto grau ou adenocarcinoma precoce, não sendo apropriadas para metaplasia sem displasia.
O principal objetivo é controlar os sintomas do refluxo gastroesofágico com inibidores da bomba de prótons (IBP) e, mais importante, realizar vigilância endoscópica regular para detectar precocemente a progressão da metaplasia para displasia de alto grau ou adenocarcinoma esofágico, permitindo intervenção oportuna.
A ressecção endoscópica (ou ablação) é indicada quando há evidência de displasia de alto grau ou adenocarcinoma intramucoso precoce no Esôfago de Barret. Para metaplasia intestinal sem displasia, a conduta é de vigilância e otimização do tratamento clínico.
As diretrizes atuais recomendam a realização de endoscopia digestiva alta com biópsias a cada 2 a 3 anos para pacientes com Esôfago de Barret e metaplasia intestinal sem displasia. Essa frequência pode ser ajustada com base em fatores de risco adicionais ou achados endoscópicos.
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