Esofagite Eosinofílica: Manejo e Tratamento Eficaz

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 31 anos, previamente saudável, apresenta-se com uma história de 2 anos de disfagia intermitente, principalmente para alimentos sólidos. Relatou 2 episódios de impactação alimentar, com necessidade de endoscopia digestiva alta de urgência. Estava em uso de esomeprazol (40 mg ao dia) há 6 meses, sem melhora significativa dos sintomas de disfagia. Realizou recentemente nova endoscopia, em que a biópsia foi compatível com esofagite eosinofílica, sem estenose esofágica. Foi orientado a restringir alimentos que pudessem estar associados com essa forma de esofagite. Contudo, não houve resposta satisfatória.Nesse caso, a estratégia de intervenção mais adequada é:

Alternativas

  1. A) associar sucralfato antes das refeições e à noite, antes de deitar;
  2. B) trocar esomeprazol por outro bloqueador da bomba de prótons;
  3. C) encaminhar para tratamento com terapia biológica específica;
  4. D) associar um procinético (como domperidona) antes das refeições;
  5. E) associar um esteroide tópico (como fluticasona ou budesonida) por via oral.

Pérola Clínica

EoE refratária a IBP e dieta → esteroide tópico oral (fluticasona/budesonida) é a próxima linha.

Resumo-Chave

A esofagite eosinofílica é uma doença crônica imuno-mediada. Após falha com inibidores de bomba de prótons (IBP) e dieta de eliminação, a terapia com esteroides tópicos orais é a intervenção mais adequada para reduzir a inflamação eosinofílica e melhorar os sintomas.

Contexto Educacional

A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença inflamatória crônica do esôfago, caracterizada por uma infiltração de eosinófilos na mucosa esofágica. Sua prevalência tem aumentado globalmente, afetando tanto crianças quanto adultos, e é uma causa importante de disfagia e impactação alimentar. É considerada uma doença alérgica, frequentemente associada a outras atopias. A fisiopatologia envolve uma resposta imune tipo Th2 a antígenos alimentares ou ambientais, levando à inflamação eosinofílica. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsias, que revelam >15 eosinófilos por campo de grande aumento, e exclusão de outras causas de eosinofilia esofágica, como a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) responsiva a IBP. A suspeita deve surgir em pacientes com disfagia crônica, impactação alimentar ou sintomas refratários à terapia padrão para DRGE. O tratamento inicial inclui inibidores de bomba de prótons (IBP) para excluir EoE responsiva a IBP e dietas de eliminação. Se essas abordagens falharem, a terapia com esteroides tópicos orais (fluticasona deglutida ou budesonida viscosa) é a próxima etapa, visando reduzir a inflamação e melhorar os sintomas. Em casos refratários ou com estenoses, dilatação endoscópica pode ser necessária, e terapias biológicas estão em desenvolvimento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da esofagite eosinofílica?

Os sintomas mais comuns da esofagite eosinofílica incluem disfagia, impactação alimentar, dor torácica e, em crianças, recusa alimentar e vômitos. A disfagia é frequentemente intermitente e piora com sólidos.

Qual a conduta após falha de IBP e dieta na EoE?

Após a falha de inibidores de bomba de prótons e dietas de eliminação, a próxima linha de tratamento para esofagite eosinofílica é a terapia com esteroides tópicos orais, como fluticasona ou budesonida, para reduzir a inflamação local.

Como a esofagite eosinofílica é diagnosticada?

O diagnóstico da esofagite eosinofílica requer a presença de sintomas de disfunção esofágica e biópsias esofágicas com contagem de eosinófilos >15 por campo de grande aumento, após exclusão de outras causas de eosinofilia esofágica, como DRGE.

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