CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Um paciente de 35 anos de idade, advogado, previamente hígido, foi atendido no serviço de endoscopia de urgência por disfagia aguda devido a impactação de carne. Qual o diagnóstico mais provável?
Adulto jovem hígido com disfagia aguda por impactação alimentar → Esofagite Eosinofílica (EoE) até prova em contrário.
A esofagite eosinofílica (EoE) deve ser a principal suspeita diagnóstica em um adulto jovem, previamente hígido, que apresenta disfagia aguda devido à impactação de alimento, especialmente carne. Essa condição inflamatória crônica do esôfago, frequentemente associada a atopia, causa disfunção esofágica e estreitamento, predispondo a episódios de impactação.
A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença inflamatória crônica do esôfago, caracterizada por uma infiltração predominante de eosinófilos na mucosa esofágica. Sua prevalência tem aumentado nas últimas décadas, afetando principalmente adultos jovens e crianças. Clinicamente, a EoE é a principal causa de disfagia e impactação alimentar em adultos jovens, especialmente aqueles sem histórico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) grave ou outras condições esofágicas. A importância de reconhecê-la reside na sua natureza crônica e na necessidade de tratamento para prevenir complicações como estenoses e perfurações. A fisiopatologia da EoE envolve uma resposta imune mediada por Th2 a alérgenos alimentares ou ambientais, resultando na ativação e recrutamento de eosinófilos para o esôfago. Essa inflamação crônica leva a alterações histológicas e estruturais, como fibrose, anéis esofágicos e estreitamento da luz, que comprometem a função motora do esôfago. O diagnóstico é suspeitado clinicamente em pacientes com disfagia, impactação alimentar e histórico de atopia. A confirmação é feita por endoscopia digestiva alta com biópsias, que demonstram a presença de mais de 15 eosinófilos por campo de grande aumento, após exclusão de outras causas de eosinofilia esofágica. O tratamento da EoE visa reduzir a inflamação e melhorar os sintomas. As opções incluem inibidores da bomba de prótons (IBP), dietas de eliminação (especialmente a dieta dos 6 alimentos) e corticosteroides tópicos (fluticasona ou budesonida). O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a doença é crônica e requer acompanhamento contínuo para evitar recorrências e complicações. A educação do paciente sobre a natureza da doença e a adesão ao tratamento são fundamentais para o sucesso terapêutico e a melhoria da qualidade de vida.
Em adultos, a esofagite eosinofílica (EoE) manifesta-se principalmente como disfagia para alimentos sólidos, impactação alimentar e, ocasionalmente, dor torácica. Muitos pacientes têm histórico de atopia, como asma, rinite alérgica ou eczema.
O diagnóstico definitivo da EoE requer biópsias esofágicas obtidas durante a endoscopia digestiva alta, que revelam a presença de mais de 15 eosinófilos por campo de grande aumento. Achados endoscópicos como anéis esofágicos, estenoses ou exsudatos também são sugestivos.
A inflamação crônica na EoE leva a alterações estruturais no esôfago, como fibrose e formação de anéis e estenoses, que reduzem a luz esofágica e comprometem a motilidade. Isso torna o esôfago menos complacente e mais propenso à impactação de alimentos, especialmente carne.
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