Esofagite Eosinofílica: Diagnóstico e Sinais Chave

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 21 anos procura o ambulatório com queixas de pirose ocasional e episódios esporádicos de dificuldade para engolir. Nega disfagia no dia a dia, mas relata alguns episódios em que “o alimento fica preso” no esôfago, o que o obriga a forçar o vômito para obter alívio. Como antecedentes referia, apenas, rinite alérgica e passado de apendicectomia. Qual dos exames abaixo seria fundamental para o diagnóstico desse caso?

Alternativas

  1. A) Radiografia baritada do esôfago
  2. B) Videodeglutograma
  3. C) Endoscopia digestiva com biópsia do esôfago
  4. D) Manometria esofágica
  5. E) pHmetria esofágica de 24 horas

Pérola Clínica

Paciente jovem com disfagia intermitente, impactação alimentar e atopia → suspeitar Esofagite Eosinofílica. Diagnóstico = EDA com biópsias.

Resumo-Chave

A Esofagite Eosinofílica (EEo) deve ser suspeitada em pacientes jovens com sintomas esofágicos atípicos, como disfagia intermitente e impactação alimentar, especialmente se houver histórico de atopia. O diagnóstico definitivo requer endoscopia digestiva alta com múltiplas biópsias esofágicas para contagem de eosinófilos.

Contexto Educacional

A Esofagite Eosinofílica (EEo) é uma doença inflamatória crônica do esôfago, caracterizada por uma infiltração eosinofílica predominantemente mediada por alérgenos. É uma causa crescente de disfagia e impactação alimentar em crianças e adultos jovens, sendo importante reconhecer seus sintomas atípicos e a associação com outras condições atópicas. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando-a um diagnóstico relevante na prática clínica. A fisiopatologia envolve uma resposta imune tipo Th2 a antígenos alimentares ou aeroalérgenos, resultando na liberação de citocinas que promovem a migração e ativação de eosinófilos no esôfago. A suspeita clínica surge em pacientes com disfagia, impactação alimentar, dor torácica ou pirose refratária. O diagnóstico definitivo requer endoscopia digestiva alta com múltiplas biópsias esofágicas de diferentes níveis, mesmo na ausência de achados macroscópicos como anéis, estenoses ou exsudatos, para identificar a eosinofilia esofágica. O tratamento visa reduzir a inflamação e aliviar os sintomas, podendo incluir inibidores de bomba de prótons, corticosteroides tópicos (fluticasona, budesonida) e dietas de eliminação. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a falta de tratamento pode levar a complicações como estenoses e impactações recorrentes. É fundamental que residentes estejam cientes da EEo para um diagnóstico e manejo precoces, evitando morbidade e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Esofagite Eosinofílica?

Os principais sintomas incluem disfagia intermitente, impactação alimentar (sensação de alimento preso no esôfago), pirose e dor torácica. Em crianças, pode manifestar-se como recusa alimentar ou vômitos.

Por que a biópsia esofágica é fundamental para o diagnóstico de Esofagite Eosinofílica?

A biópsia é crucial porque o diagnóstico de Esofagite Eosinofílica é histológico, baseado na presença de >15 eosinófilos por campo de grande aumento em pelo menos uma biópsia esofágica, mesmo que a endoscopia macroscópica seja normal.

Qual a relação entre Esofagite Eosinofílica e atopia?

Existe uma forte associação entre Esofagite Eosinofílica e doenças atópicas, como asma, rinite alérgica, eczema e alergias alimentares. A EEo é considerada uma doença inflamatória crônica de natureza alérgica.

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