Esofagite Eosinofílica: Diagnóstico e Opções de Tratamento

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 11 anos, sexo masculino, encaminhado ao ambulatório de gastroenterologia pediátrica com queixa de engasgos e dificuldade para deglutir sólidos com piora progressiva. A mãe referia que o filho era um "comedor lento". Apresentava concomitantemente dermatite atópica e asma, hemograma com eosinofilia, IgE sérica elevada e história familiar de atopia. A seriografia esôfago-gástrica mostrava importante distúrbio da motilidade esofágica e a endoscopia digestiva alta (EDA) mostrava esofagite grau C de Los Angeles e estenose esofágica. Estava em uso de inibidor de bomba de prótons 40 mg/dia há quatro meses, sem melhora. A fim de elucidar o diagnóstico, foi solicitada nova EDA, que evidenciou esôfago de aspecto esbranquiçado com sulcos longitudinais, ondulações transversais, com aspecto traqueiforme, exsudato esbranquiçado, a partir do terço médio, com erosões e vascularização diminuída no terço inferior, apresentando dificuldade em prosseguir com o endoscópio. No estudo histopatológico do esôfago, observou-se epitélio espessado por hiperplasia de células basais e cerca de 80 eosinófilos por campo de grande aumento. Em relação ao caso clínico descrito, podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) Trata-se de uma estenose péptica esofágica e o tratamento inicial consiste em dilatação esofágica, além da manutenção da terapia com inibidor de bomba de prótons. 
  2. B) Trata-se de uma estenose secundária a doença eosinofílica esofágica, sendo necessário dilatações esofágicas seriadas, e o inibidor de bomba de prótons não é recomendado. 
  3. C)  Por se tratar de um caso de esofagite eosinofílica, deve-se iniciar dieta de eliminação de alimentos (antígenos) ou dieta elementar (com fórmula de aminoácidos), pois ambas tem ação comprovada no tratamento dessa patologia.
  4. D) Trata-se de uma doença alérgica alimentar IgE mediada e o prick test para diversos alimentos deve ser realizado para guiar a exclusão alimentar.
  5. E) Trata-se de uma patologia conhecida há várias décadas, com etilogia bem definida e curso clínico previsível. 

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