Esofagectomia Ivor Lewis: Técnica e Reconstrução Esofágica

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022

Enunciado

Paciente submetido à esofagectomia por câncer esofágico, a técnica em que a reconstrução do trânsito apresenta uma anastomose intratorácica do tubo gástrico, com o esôfago remanescente, é denominada

Alternativas

  1. A) Serra Doria.
  2. B) Nissen.
  3. C) Ivor Lewis.
  4. D) Rosseti.
  5. E) Lindt modificada.

Pérola Clínica

Esofagectomia Ivor Lewis = esofagectomia transtorácica com anastomose intratorácica do tubo gástrico.

Resumo-Chave

A esofagectomia é o tratamento cirúrgico padrão para o câncer de esôfago. A técnica de Ivor Lewis é uma esofagectomia transtorácica que envolve uma laparotomia para mobilização gástrica e linfadenectomia abdominal, seguida por uma toracotomia direita para ressecção esofágica e criação de uma anastomose esofagogástrica intratorácica, geralmente no ápice do tórax.

Contexto Educacional

A esofagectomia é o pilar do tratamento cirúrgico para o câncer de esôfago ressecável, uma neoplasia agressiva com alta mortalidade. A escolha da técnica cirúrgica é crucial e depende de múltiplos fatores, incluindo a localização e extensão do tumor, bem como as comorbidades do paciente. A técnica de Ivor Lewis é uma esofagectomia transtorácica que envolve duas fases: uma laparotomia para mobilização do estômago (que será tubularizado para servir como substituto esofágico) e linfadenectomia abdominal, seguida por uma toracotomia direita para ressecção do esôfago e criação da anastomose esofagogástrica intratorácica. Esta abordagem é frequentemente utilizada para tumores do esôfago médio e distal. A reconstrução do trânsito digestivo com o tubo gástrico e a anastomose intratorácica são características distintivas da técnica de Ivor Lewis. Embora eficaz, a esofagectomia é um procedimento de alta complexidade associado a riscos significativos de morbidade e mortalidade, exigindo centros especializados e equipes experientes.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais abordagens cirúrgicas para a esofagectomia no câncer de esôfago?

As principais abordagens incluem a esofagectomia transtorácica (Ivor Lewis e McKeown) e a esofagectomia trans-hiatal. A escolha depende da localização do tumor, estágio da doença e experiência do cirurgião.

Qual a diferença entre a esofagectomia Ivor Lewis e a McKeown?

A Ivor Lewis envolve duas incisões (abdominal e torácica direita) com anastomose intratorácica. A McKeown envolve três incisões (abdominal, torácica direita e cervical) com anastomose cervical, permitindo uma ressecção esofágica mais extensa.

Quais são as principais complicações da esofagectomia?

As complicações incluem fístula anastomótica, pneumonia, insuficiência respiratória, quilotórax, lesão do nervo laríngeo recorrente e estenose anastomótica, com taxas de morbimortalidade significativas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo