FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Paciente submetido à esofagectomia por câncer esofágico, a técnica em que a reconstrução do trânsito apresenta uma anastomose intratorácica do tubo gástrico, com o esôfago remanescente, é denominada
Esofagectomia Ivor Lewis = esofagectomia transtorácica com anastomose intratorácica do tubo gástrico.
A esofagectomia é o tratamento cirúrgico padrão para o câncer de esôfago. A técnica de Ivor Lewis é uma esofagectomia transtorácica que envolve uma laparotomia para mobilização gástrica e linfadenectomia abdominal, seguida por uma toracotomia direita para ressecção esofágica e criação de uma anastomose esofagogástrica intratorácica, geralmente no ápice do tórax.
A esofagectomia é o pilar do tratamento cirúrgico para o câncer de esôfago ressecável, uma neoplasia agressiva com alta mortalidade. A escolha da técnica cirúrgica é crucial e depende de múltiplos fatores, incluindo a localização e extensão do tumor, bem como as comorbidades do paciente. A técnica de Ivor Lewis é uma esofagectomia transtorácica que envolve duas fases: uma laparotomia para mobilização do estômago (que será tubularizado para servir como substituto esofágico) e linfadenectomia abdominal, seguida por uma toracotomia direita para ressecção do esôfago e criação da anastomose esofagogástrica intratorácica. Esta abordagem é frequentemente utilizada para tumores do esôfago médio e distal. A reconstrução do trânsito digestivo com o tubo gástrico e a anastomose intratorácica são características distintivas da técnica de Ivor Lewis. Embora eficaz, a esofagectomia é um procedimento de alta complexidade associado a riscos significativos de morbidade e mortalidade, exigindo centros especializados e equipes experientes.
As principais abordagens incluem a esofagectomia transtorácica (Ivor Lewis e McKeown) e a esofagectomia trans-hiatal. A escolha depende da localização do tumor, estágio da doença e experiência do cirurgião.
A Ivor Lewis envolve duas incisões (abdominal e torácica direita) com anastomose intratorácica. A McKeown envolve três incisões (abdominal, torácica direita e cervical) com anastomose cervical, permitindo uma ressecção esofágica mais extensa.
As complicações incluem fístula anastomótica, pneumonia, insuficiência respiratória, quilotórax, lesão do nervo laríngeo recorrente e estenose anastomótica, com taxas de morbimortalidade significativas.
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