PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
O fator de proteção mais importante contra o refluxo gastroesofágico é:
Esfíncter Inferior do Esôfago (EIE) = principal barreira contra o refluxo gastroesofágico.
O Esfíncter Inferior do Esôfago (EIE) é o componente mais crítico da barreira antirrefluxo. Sua pressão de repouso adequada e relaxamento transitório coordenado são essenciais para prevenir o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. A fisiopatologia da DRGE é multifatorial, mas a disfunção da barreira antirrefluxo é o evento central. Compreender os componentes dessa barreira é crucial para o diagnóstico e tratamento. O Esfíncter Inferior do Esôfago (EIE) é o fator de proteção mais importante. Ele é uma zona de alta pressão, composta principalmente por músculo liso, localizada na junção esofagogástrica. Em condições normais, o EIE mantém um tônus basal elevado, impedindo o refluxo. Ele se relaxa apenas transitoriamente durante a deglutição para permitir a passagem do bolo alimentar. A hipotonia do EIE ou a ocorrência de relaxamentos transitórios excessivos são as principais causas de refluxo. Outros componentes anatômicos também contribuem para a barreira antirrefluxo, formando o que é conhecido como "válvula" gastroesofágica. Estes incluem o ângulo de Hiss (o ângulo agudo formado entre o esôfago e o fundo gástrico), o segmento de esôfago abdominal (que é comprimido pela pressão intra-abdominal), os pilares diafragmáticos (que circundam o hiato esofágico e exercem uma pressão extrínseca sobre o esôfago) e a prega de Gubaroff. A presença de hérnia de hiato pode comprometer a eficácia desses mecanismos, especialmente o EIE e o ângulo de Hiss, favorecendo o refluxo.
O EIE é uma zona de alta pressão que se mantém contraída em repouso, impedindo o fluxo retrógrado do conteúdo gástrico ácido para o esôfago. Ele relaxa apenas durante a deglutição para permitir a passagem do alimento.
Além do EIE, o ângulo de Hiss (ângulo agudo entre o esôfago e o fundo gástrico), o segmento de esôfago abdominal, os pilares diafragmáticos (que formam o hiato esofágico) e a prega de Gubaroff (válvula mucosa) também auxiliam na prevenção do refluxo.
A falha do EIE, seja por hipotonia (pressão reduzida) ou relaxamentos transitórios excessivos, permite o refluxo do conteúdo gástrico, levando aos sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e, a longo prazo, a complicações como esofagite e esôfago de Barrett.
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