HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), assinale a opção INCORRETA:
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. É uma das doenças gastrointestinais mais prevalentes, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e representando um desafio diagnóstico e terapêutico na prática médica. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia da DRGE é multifatorial, envolvendo principalmente a disfunção da barreira anti-refluxo, composta pelo esfíncter esofagiano inferior (EEI) e o diafragma. O EEI é uma zona de alta pressão funcional, não uma estrutura anatômica isolada, localizada na junção esofagogástrica. Fatores como hérnia hiatal, relaxamentos transitórios do EEI, distensão gástrica e esvaziamento gástrico lento contribuem para o refluxo. O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado em sintomas típicos como azia e regurgitação. No entanto, sintomas atípicos (tosse, rouquidão) podem dificultar o reconhecimento. O tratamento inicial da DRGE geralmente envolve modificações no estilo de vida e inibidores da bomba de prótons (IBP). A manometria esofágica é útil para avaliar a motilidade e a função do EEI, especialmente em casos refratários ou antes de cirurgias. Pacientes que não respondem ao tratamento clínico com IBP e têm refluxo objetivamente confirmado podem ser candidatos à cirurgia anti-refluxo (fundoplicatura). É um erro comum pensar que a falta de resposta ao IBP automaticamente exclui a cirurgia; na verdade, pode indicar a necessidade de investigação mais aprofundada e, se houver refluxo patológico, a cirurgia pode ser uma opção viável.
Os principais fatores incluem a disfunção do esfíncter esofagiano inferior (EEI), relaxamentos transitórios do EEI, hérnia hiatal, distensão gástrica, esvaziamento gástrico retardado e alterações na depuração esofágica do ácido. A combinação desses fatores leva ao refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago.
Pacientes com DRGE podem apresentar sintomas extra-esofágicos como tosse crônica, rouquidão, laringite, asma de difícil controle, dor torácica não cardíaca, erosões dentárias e pneumonias de repetição. Esses sintomas podem ser o único sinal da doença em alguns casos.
A manometria esofágica é indicada para avaliar a motilidade esofágica e a função do EEI, sendo útil para diferenciar a DRGE de outros distúrbios de motilidade. É essencial antes de uma cirurgia anti-refluxo para mapear a anatomia funcional e descartar acalasia ou esclerodermia, que contraindicariam o procedimento.
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